Após assembleia virtual, policiais civis anunciam paralisação de 24h na próxima terça-feira (11)

Após assembleia virtual, policiais civis anunciam paralisação de 24h na próxima terça-feira (11)

De acordo com o último boletim emitido pelo SINDPOC, a Polícia Civil não está sendo transparente com os dados relacionados ao novo coronavírus dentro da corporação
(Foto: Alberto Maraux / SSP)
Entidades representativas dos policiais civis aprovaram na última quarta-feira (5) a paralisação de 24h marcada para o próximo dia 11 de agosto com carreata saindo do prédio da Polícia Civil, na Piedade até o edifício da Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB). A decisão ocorreu durante uma Assembleia Geral Extraordinária virtual.
Mais de 250 servidores, entre delegados, investigadores, escrivães e peritos participaram da reunião remotamente. De acordo com o último boletim emitido pelo Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (SINDPOC), a Polícia Civil não está sendo transparente com os dados relacionados ao novo coronavírus dentro da corporação.
Segundo o presidente do SINDPOC, Eustácio Lopes, as pautas discutidas na reunião estão relacionadas a falta de higienização das delegacias e viaturas e a falta de testes para os agentes na capital baiana e no interior.
“As delegacias não estão sendo higienizadas diariamente e as viaturas não estão sendo sanitizadas. Falta testagem de policiais civis na capital e no interior. […] Os policiais civis que tem o plano de saúde […] estavam fazendo uma parceria com o Planserv e o plano realizava a testagem dos policiais civis na delegacia e, devido ao alto número de policiais positivados, a Polícia Civil proibiu essas testagens com o intuito de não interromper o serviço”, declarou.
Atualmente, mais de 450 agentes foram contaminados, sendo registradas seis mortes. Ainda segundo o SINDPOC, o número de pessoas infectadas pela COVID-19 não para de crescer e as delegacias se tornaram um local de transmissão.
Diante do quadro, os servidores aprovaram também a expedição de ofícios que serão entregues na Governadoria e na Secretaria de Relações Institucionais (Serin) solicitando a implantação do protocolo de biossegurança para prevenção da COVID-19, liberação dos testes nas unidades policiais e pagamento do adicional de insalubridade.
Ainda segundo Estácio Lopes, a Polícia Civil não criou um sistema de revezamento entre as equipes e que a falta de higienização nas unidades apresenta riscos para a população e para os agentes.
“Hoje, quem for na delegacia registrar uma ocorrência vai sair infectado por falta de protocolo. Falta a Polícia Civil fazer um revezamento de equipes e colocar para funcionar a delegacia digital”, declarou.
Será feita também uma denúncia junto ao Ministério Público do Trabalho referente à determinação do delegado geral, Bernardino Brito, em proibir a testagem rápida nas delegacias territoriais e sede do Departamento de Polícia Técnica (DPT).
Em nota enviada ao Varela Notícias, a Polícia Civil informou que não foi comunicada formalmente sobre a paralisação.

As informações são do Varela Noticias

Da redação capimgrosso.com.br

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