Projeto na Câmara de Serrolândia quer proibir a derrubada e queimada de Umbuzeiros, Cajazeiras e Palmeiras de Licuri

Projeto na Câmara de Serrolândia quer proibir a derrubada e queimada de Umbuzeiros, Cajazeiras e Palmeiras de Licuri

O Projeto de Lei que dispõe sobre a proibição da derrubada e queimada do lícuri, de nome científico Syagrus coronata (Martius) Becc. ARECACEAE, da cajazeira, de nome cientifico Spondias mombin ou Spondias lutea e do umbuzeiro, de nome científico Spondias tuberosa Arruda Câmara ANACARDIACEAE, no território do município de Serrolândia. Leia mais

A iniciativa dos Vereadores, Marcinho de Sinhôr, Beá, Zé Oliveira, Gi de Zeza, Graça e Reizinho, visa conter a degradação das espécies secularmente utilizada pela população, gerando segurança alimentar, emprego e renda, especialmente para os agricultores familiares, com especial ênfase às mulheres de vulnerabilidade social.

Estima-se a existência no período de safra, no âmbito do município, inúmeras famílias envolvidas na coleta, quebra, comercialização do licuri, espécie altamente vinculado com o semiárido, produzido óleo de excelente qualidade para uso culinário e sabões e indústria de cosméticos, tendo sua amêndoa, 47% de óleo. De tão nobre uso que seria um desperdício utilizá-lo como biocombustível. Após a extração do óleo, tem-se o farelo que é utilizado para racionamento de animais.

Além do óleo, tem-se a palha para o artesanato de onde se produz chapéus, esteiras, abanos, bocapios, aiós, arranjos florais dentre outros, conferindo uma  singularidade  no  artesanato  local,  altamente  requisitado  dentro e fora da região.

Em período de escassez de alimentos, com as recorrentes estiagens, para o gado recorre-se a sua palha verde para alimentação animal.

Além de produzir esses e outros produtos, os licurizais são indispensáveis para manter o equilíbrio ecológico de uma imensa área do território do município de Serrolândia, mantendo elementos da fauna local como fornecedora de alimento.

A cajazeira, no entanto, é uma árvore que chega a medir até 25 metros, da família das anacardiáceas, de casca adstringente e emética, madeira branca, folhas imparipenadas, flores aromáticas em grandes panículas e drupas alaranjadas, de polpa resinosa, ácida, comestível e saudável, conhecidas como cajás. O fruto da árvore é chamado de cajá, ampaló, ambaró, cajá-mirim, cajazinha, tapareba, taperebá, taperibá tapiriba ou caju-manga.

A árvore é nativa dos trópicos, ocorrendo no Brasil na região da Amazônia, Região Nordeste do Brasil (mata atlântica) e no estado de São Paulo. Suas raízes, folhas, flores, frutos e sementes têm  inúmeros usos medicinais. No sudeste da Bahia, é usada para o sombreamento permanente do cacaueiro.

A colheita é feita manualmente, através da coleta dos frutos maduros caídos. Nos estados produtores, o período de safra varia: maio a junho na Paraíba; fevereiro a maio na região sudeste da Bahia; agosto a dezembro no Pará e janeiro a maio no Ceará.

A comercialização na Bahia é feita em feiras livres, às margens de rodovias próximas às unidades de produção e nas indústrias de processamento de polpas localizadas na região.

A cajá é uma fruta rica em sais minerais, tais como o fósforo, o ferro e o cálcio. É também uma grande fonte de vitaminas A, B e C, apresentando também fibras, que aumentam a sensação de saciedade e têm pouca caloria,,sendo incluso na maioria das dietas para emagrecimento.

Sendo uma fruta ácida, em geral não é consumido ao natural. Pode também ser bebido como suco, ou consumido em forma de sorvete, geleias, vinhos, licores, refrescos, polpas e também como caipirinha.

O umbuzeiro, por seu turno é uma árvore brasileira que se destaca em meio ao semiárido, seu fruto é i;nuito consumido pelos nordestinos e é base para subprodutos com espaço garantido nos mercados nacional e internacional.

O potencial do Umbuzeiro levou Euclides da Cunha, a batiza-la de ” árvore sagrada do Sertão “, a sua preservação ecológica contribui para a geração de renda e para a sobrevivência de muitas comunidades no semiárido, contudo, diversos especialistas indicam sério risco de extinção da espécie. Como enfatiza o biólogo José Alves da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasp), com oito anos de estudos sobre o umbuzeiro, que o ” O umbuzeiro é uma espécie ameaçada de extinção, embora oficialmente não seja considerada ameaçada pelo governo brasileiro”.

A necessidade de conciliar a defesa do meio ambiente e o desenvolvimento econômico é tema cada vez mais presente em nossa sociedade, nesse sentido, a definição das plantas nativas de interesse comum e imunes a derrubada e queimada, é um importante passo para a preservação de espécies da flora, consideradas raras, em perigo, ameaçadas de extinção, e destinadas a comercialização e subsistência da população local.

Por fim, a proposta tem como intenção promover a conservação e o uso sustentável dessas espécies, estando nesse bojo a construção de políticas públicas sustentáveis que favoreçam os(as) agricultores(as) familiares do semiárido, especialmente do município de Serrolândia.

Tenha acesso ao Projeto de Lei clicando aqui

Com informações blog do Ril de Beto

Da redação capimgrosso.com.br

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