Identificadas, vítimas do ataque em Suzano são alunos, empresário e funcionários

Identificadas, vítimas do ataque em Suzano são alunos, empresário e funcionários

Após o massacre, os atiradores se mataram

(Foto: Roberto Casimiro /Fotoarena/Folhapress)

 

O ataque que deixou ao menos oito mortos na escola estadual Professor Raul Brasil na quarta-feira (13) em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, vitimou cinco alunos, duas funcionárias e um empresário. Atiradores se mataram após o crime.

Os alunos foram identificados como Pablo Rodrigues, Cleiton Antonio Ribeiro, Caio Oliveira, Samuel Melquiades Silva de Oliveira e Douglas Murilo Celestino. Também morreram no ataque Marilena Ferreira Umezu, coordenadora pedagógica, e Eliana Regina de Oliveira Xavier, inspetora de ensino.

O empresário Jorge Antonio Moraes, proprietário de uma revendedora de carros, era tio de Guilherme Taucci Monteiro, 17, um dos atiradores. Ele foi baleado em sua loja, que fica próxima à escola, pouco antes do ataque.

O professor de história Robson Belchior, tio do estudante Douglas Murilo Celestino, diz que o adolescente morreu com um tiro na cabeça. O corpo estava no Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes. Segundo Robson, Douglas era um adolescente tranquilo. “Um moleque alegre, gente boa, participava muito da escola”.

Outro adolescente, Cleiton, 17, era conhecido por ser o mais focado nos livros entre os 30 alunos da turma A do 3 ano do ensino médio da Raul Brasil. Segundo os amigos, o estudante sonhava em passar de primeira no vestibular. Era tão quieto que nem falava qual curso ou universidade pretendia entrar.

Marilena Umezu, 59, era coordenadora pedagógica da escola. Nas palavras de Álvaro Dias, que deu aulas no colégio até o ano passado, ela era uma espécie de meio de campo entre a direção e os professores. “Todos os professores gostavam muito dela, porque era o nosso ponto de apoio”, lembra.

Em 19 de janeiro, Marilena postou em uma rede social uma publicação contra a facilitação do acesso a armas no país. “Somos a favor do porte de livros, pois a melhor arma para salvar o cidadão é a educação”, dizia o texto.

As  informações são  do  varela  noticias

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