Eddie Almeida, a filha de Carminha do feijão, agora é do esquadrão de aço

Eddie Almeida, a filha de Carminha do feijão, agora é do esquadrão de aço

“Desde pequena quanto eu tinha meus oito anos de idade, sempre acompanhava meu pai e meus irmãos nos campeonatos do Jazidão e Clube AACC, e eles sempre me apoiavam nessas idas ao futebol; acredito que viam que eu tinha jeito para a coisa”, disse Eddie Almeida, 25 anos, a capimgrossense, do antigo Bairro da Toca da Traíra, hoje Vicente Ferreira, nome de uns moradores mais influentes do Bairro e da cidade.

Numa casa de mais quatro irmãos: Carlinhos, Boris, Nando, Vandinho e Vânia, a menina Eddie tinha os irmãos como inspiração, somando ao incentivo dos pais. Dona Carminha, mulher simples, de luta, de garra, com seu alto astral, demonstra sempre ser a maior torcedora da filha, somado ao jeito mais reservado do pai, o senhor Elivando, homem também da labuta, tendo a roça, como seu ponto de partida para ganhar a vida e o sustento da família.

Vandinho foi ser goleiro, Nando e Boris, os mais famosos da casa, esses foram jogadores de grandes encontros do futebol local e regional, tendo como destaque a força física de Nando e seus chutes certeiros e de muita força.

Mas, e o futebol de Eddie? Esse começou logo cedo nessas andanças para os jogos com a família, tendo mesmo como ponto de partida, as peladas com os meninos da Pracinha, do antigo José Mendes de Queiroz, hoje CETEP. Ali era o seu lugar preferido. Suas jogadas, seus dribles, seus chutes, começou a chamar a atenção de todos e de repente veio o primeiro jogo, a primeira viagem, as primeiras vitórias. “Quem me fez o convite para começar a jogar foi Milton Santos; lembro que os treinos começavam a 5h da manhã e lá estava eu no horário, não falhava e como jogador futebol para mim era um vício, meu compromisso era certo com o time montado com a participação também de Robinho”, disse Eddie ao REPORTERABAHIA.

Outra pessoa que ela cita como responsável pela sua carreira de muita lutas e batalhas, mas também de vitórias, é Ely do Quiosque, que a convidou para participar de um campeonato na região. “Eu nunca tinha saído de casa para jogar fora, o que foi uma surpresa também para meus pais. No primeiro momento não deixaram, mas aí o tempo foi passando, de repente eu estava jogando em toda a região”, disse a nova integrante do Esporte Clube Bahia.

Pronto: já estava formado no coração da menina Eddie, o que ela realmente queria ser. Jogadora de futebol, mas isso não é coisa de homem menina? “Nada, futebol é de todo mundo e esse é o mundo, é o meu sonho”, dizia a garota, que saiu de casa aos 16 anos para jogar no Vasco da Gama, no Rio de Janeiro. “Fui para o Vasco da Gama, contando com ajuda de amigos de Capim Grosso. Passei no teste e lá pude ficar por alguns meses. Foi uma realização, conviver o tempo que fiquei com atletas de alto nível, aprendendo, crescendo, tanto profissionalmente como pessoa. Na quebra do convênio que o Vasco tinha como a Marinha, as atletas que não tinham famílias no Rio teriam que voltar para suas casas, que foi o meu caso. Momento esse que eu descrevo como sendo muito difícil, porque eu estava deixando de atuar em uma grande equipe do futebol brasileiro”, contou Eddie.

Depois do Vasco da Gama, mesmo vivendo a experiência de voltar para casa, Eddie não desistiu do sonho de ser jogadora de futebol. “Andei o Brasil disputando campeonatos, com jogos também pelo São Francisco do Conde, Jequié e muitos outros clubes, que eu tive a oportunidade de jogar nessa minha trajetória com atleta de futebol, mas foi em 2018, que as coisas começaram a se encaixar de vez na vida da menina Eddie, a que brincava no campinho em frente ao Colégio, perto da sua casa. Com mais experiência, nome de alguma forma já consolidado, viveu um dos melhores momentos da sua carreira com a disputa do campeonato baiano. “Recebi um convite para jogar no Lusaca, um time com parceria com o Esporte Clube Bahia. Disputei o brasileiro, pena que fomos desclassificadas nas oitavas de finais, mas foi mais do que uma participação, do que um campeonato, foi algo que eu tive como sendo diferente, especial”, disse a atleta.

Do Lusaca, para o Esporte Clube Bahia. “Foi com o convite, com a minha vinda para o Bahia, que eu pude entender o tamanho desse clube. Só vivendo de perto é que você passa a ter mais admiração, mais respeito pelo clube e depois que eu fui apresentada para as demais atletas, comissão técnica, aí aumentou ainda mais a minha paixão pelo Bahia”, colocou Eddie emocionada com o presente que ela conquistou.

Agora com o Bahia formando de fato um time para disputar o brasileiro, baiano, dentre outras competições, Eddie espera consolidar a carreira com sonhos ainda de jogar pela Seleção Brasileira. “Esse é um sonho que eu vou correr atrás sempre”, disse a atleta.

Com 25 anos, Eddie é agenciada hoje pela Ptball Sportes. “Estou me dedicando muito ao Bahia e a esse momento especial da minha vida, da minha carreira, o que certamente a partir do meu trabalho, do trabalho da minha equipe, será possível realizar muitos outros sonhos”, colocou a filha de Carminha do feijão.

Nesse momento o Bahia de Eddie Almeida, a menina do Vicente Ferreira, Capim Grosso, Bahia, está se preparando para a disputa do Campeonato Baiano, edição 2019, que terá início em Outubro.

Texto: Arnaldo Silva, DRT – 2805/BA – Fotos: Facebook de Eddie Almeida – Vídeo: TV BAHÈA.

Com informações Reporter Bahia

Da redação capimgrosso.com.br

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