China anuncia acordo com Irã e reforça oposição às sanções dos EUA

Ao mesmo tempo em que reforçou sua oposição às sanções dos EUA contra o Irã, a China anunciou neste sábado (15) a implementação de um acordo estratégico de 25 anos com Teerã, ampliando a cooperação econômica e política entre os dois países.

O chanceler chinês, Wang Yi, e seu contraparte iraniano, Hossein Amir-Abdollahian, reuniram-se nesta sexta-feira (14) em Wuxi, no leste da China, segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores de Pequim.

“Enquanto preparávamos a visita à China, planejamos marcar o dia de hoje como o início da implementação do acordo entre os dois países”, disse o chanceler iraniano, que está em sua primeira viagem à China no cargo, sem anunciar projetos ou parcerias específicas, de acordo o site Al Jazeera.

No comunicado, Wang disse que o acordo irá aprofundar a cooperação sino-iraniana em áreas como energia, infraestrutura, agricultura, saúde e cultura, bem como cibersegurança e colaboração com outros países.

O tratado foi assinado em 2021, após anos de negociações entre os países, e configura a entrada do Irã para a Iniciativa do Cinturão e da Rota, um projeto trilionário de infraestrutura para ligar o Leste asiático à Europa.

A iniciativa tem como objetivo expandir significativamente a influência política e econômica da China, motivando preocupações nos EUA e em outros países.

Não há muitos mais detalhes sobre o acordo, mas o jornal americano The New York Times divulgou, em 2020, que um dos projetos garantiria o abastecimento regular de petróleo para a China.

Pequim é o principal parceiro comercial de Teerã e era um de seus maiores compradores de petróleo até o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reimpor sanções ao país persa em 2018. Oficialmente, a China interrompeu a importação, mas analistas dizem que o petróleo iraniano continua entrando, mas com procedência oficial de outros países.

A busca por Pequim em fortalecer os laços com Teerã já ocorre há alguns anos. Em uma rara visita ao país persa, em 2016, o dirigente chinês, Xi Jinping, classificou a República Islâmica como “o principal parceiro da China no Oriente Médio”.

Wang aproveitou o momento para reforçar a oposição de Pequim contra as sanções impostas por Washington a Teerã e declarou seu apoio à retomada das negociações do acordo nuclear –abandonado por Trump em 2018.

As tratativas recomeçaram, de maneira indireta, no ano passado, com diplomatas de Irã, Reino Unido, China, Alemanha, Rússia e França, em Viena. Uma pessoa próxima às negociações disse à agência de notícias Reuters, no entanto, que muitas questões seguem sem serem resolvidas. Já o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, considerou nesta sexta ser possível que se chegue a um acordo nas próximas semanas.

Wang disse que os americanos são os principais responsáveis pelas dificuldades enfrentadas, já que desembarcou do acordo. O diplomata também disparou contra o rival EUA –com quem a China vive uma espécie de Guerra Fria 2.0– ao se opor, além das sanções, à manipulação política por meio de tópicos como direitos humanos e interferência nos assuntos internos do Irã e de outros países regionais.

A imprensa oficial de Teerã divulgou neste sábado que os negociadores voltaram a seus respectivos países para consultas e que retornarão à capital austríaca dentro de dois dias. Segundo o órgão, as negociações estão em um ponto crítico, no qual serão abordadas questões difíceis. “Estamos na fase dos detalhes, a parte mais difícil das negociações, mas que é essencial para atingirmos nosso objetivo.”

O acordo de 2015, conhecido como Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), contemplava suspender algumas sanções econômicas contra o Irã em troca de limites rígidos a seu programa nuclear.

Depois que Trump retirou os EUA do pacto, o Irã passou a ultrapassar os limites da atividade nuclear. Nos últimos meses, o país começou a enriquecer urânio a níveis sem precedentes e restringiu as atividades dos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), organismo da ONU responsável por supervisionar as instalações iranianas.

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Vulcão em erupção provoca tsunami em Tonga

A erupção de um vulcão submarino em Tonga, na Oceania, causou tsunamis na capital do país, Nuku’alofa, e na Samoa Americana, segundo uma base dos Estados Unidos na Samoa. Há alertas também para ilhas próximas ao vulcão, no sul do Pacífico.

O vulcão Hunga Tonga-Hunga Ha’apai, localizado a cerca de 65 km ao norte da capital tonganesa, entrou em erupção na madrugada deste sábado (15) e provocou um tsunami de 1,2 metro, segundo o Escritório de Meteorologia australiano. A agência afirmou que monitora o evento, mas que não há ameaça de tsunami para a Austrália.

A erupção durou oito minutos e foi tão forte que foi ouvida “como um trovão distante” nas Ilhas Fiji, a mais de 800 km de distância, disseram autoridades de Fiji.

A população das ilhas de Tonga fugiu para lugares mais altos, enquanto casas eram destruídas pela água.
Medidores registraram ondas de tsunami de 83 centímetros em Nuku’alofa e de aproximadamente 60 centímetros em

Pago Pago, capital da Samoa Americana, segundo o Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico.

O rei de Tonga, Tupou 6º, foi evacuado do palácio real em Nuku’alofa e levado para uma vila longe da costa.

Nas redes sociais, há vídeos das ondas chegando à praia e invadindo casas.

“Foi uma grande explosão”, disse uma moradora, Mere Taufa, ao site de notícias Stuff. “O chão tremeu, a casa inteira foi sacudida. Veio em ondas. Meu irmão mais novo acreditava que bombas estavam explodindo perto de nossa casa.”

Poucos minutos depois, a água invadiu sua casa e ela viu o muro de uma casa vizinha desabar. “Sabíamos imediatamente que era um tsunami, com a água invadindo a casa. Houve gritos por toda parte e todos começaram a fugir para as alturas”, acrescentou.

Jese Tuisinu, repórter a TV Fiji One, postou um vídeo no Twitter mostrando a população tentando fugir das ondas que se aproximam de seus carros. “Está literalmente escuro em partes de Tonga e as pessoas estão correndo para lugares seguros após a erupção”, disse ele.

Na sexta-feira, cinzas, vapor e gás do vulcão se dispersaram pelo ar em uma distância de até 20 km no ar, segundo o Serviço Geológico de Tonga.

Victorina Kioa, da Comissão de Serviços Públicos de Tonga, pediu às pessoas que “fiquem longe de todos os lugares ameaçados, ou seja, praias, recifes e todas as costas planas”.

Fiji emitiu um alerta de tsunami, pedindo aos moradores que evitem a região do litoral devido a fortes correntes e ondas perigosas.

A agência de gerenciamento de emergências da Nova Zelândia também divulgou um aviso de possibilidade de correntes fortes e incomuns e ondas imprevisíveis na costa norte e leste do país.

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Anvisa volta a contar prazo de análise do uso da Coronavac em crianças

Raquel Lopes
Brasília, DF

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) voltou a contar, nesta quinta-feira (13), o prazo de análise do pedido do Instituto Butantan para utilizar a Coronavac na vacinação do público de 3 a 17 anos.

O prazo havia sido suspenso na última terça-feira (11) porque a agência havia pedido esclarecimentos adicionais sobre o estudo conduzido pelo governo chileno sobre a vacinação desse público.

Nesta quinta, a Anvisa se reuniu com representantes do Instituto Butantan, pesquisadores chilenos, técnicos do laboratório Sinovac e representantes da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), do SBP (Departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria), da SBI (Sociedade Brasileira de Imunologia) e da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva).

A atividade faz parte do processo de avaliação do pedido de indicação da Coronavac. Na ocasião, foram apresentados e analisados dados de pesquisas e estudos feitos pelo governo chileno durante a aplicação da vacina Coronavac em crianças e adolescentes no Chile.

Os especialistas convidados irão emitir pareceres que serão enviados para a Anvisa.

O Butantan encaminhou no dia 15 de dezembro à Anvisa a documentação sobre o pedido de vacinação de crianças e adolescentes. No dia 22, a agência fez a primeira exigência técnica, travando o prazo de 30 dias de análise.

A Anvisa informou que já foram usados 16 dos 30 dias de prazo de análise sobre a aplicação da Coronavac em crianças e adolescentes. Ou seja, a agência ainda terá 14 dias para avaliar o pleito do Butantan após a retomada da contagem.

“A avaliação está entrando na fase etapa final e próxima da decisão final. O relatório da área técnica será votado em reunião extraordinária da diretoria colegiada da Anvisa”, disse em nota.

Em agosto, a diretoria da Anvisa negou pedido de uso da Coronavac no grupo de 3 a 17 anos sob argumento de falta de dados.

O Ministério da Saúde avalia usar a Coronavac em crianças, caso haja aprovação da Anvisa. Como a vacina é do mesmo modelo aplicado em adultos, estados já se planejam para destinar doses estocadas ao público mais jovem.

A vantagem da Coronavac é a disponibilidade de doses, devido ao fato de que o imunizante parou de ser usado pelo governo federal.

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Santos Dumont: governador pede a Bolsonaro mudanças em edital

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL)

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) DANIEL RESENDE/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO – 30.3.2021

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), se reuniu nesta quarta-feira (12) com o presidente Jair Bolsonaro (PL) para tratar sobre o edital de concessão do Aeroporto Santos Dumont e reclamou do formato aprovado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para a privatização do aeroporto fluminense. 

O bloco é formado, além do Santos Dumont, pelos aeroportos de Uberlândia, Uberaba e Montes Claros, em Minas Gerais, e pelo de Jacarepaguá, também no Rio de Janeiro. Castro pediu a Bolsonaro que os aeroportos mineiros sejam retirados do bloco, que, no entendimento dele, são “deficitários”.

“Estamos solicitando uma mudança no edital, principalmente na questão da retirada dos aeroportos deficitários de Minas Gerais, que faz ter um prejuízo para o Rio de Janeiro”, ponderou Castro, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, após a reunião.

O governador teme que outro aeroporto do Rio, o Galeão, seja prejudicado caso a concessão do Santos Dumont seja aprovada nos moldes atuais. Segundo ele, “tem que ter um equilíbrio entre os dois [aeroportos] para que um não prejudique o outro”.

“Nossa questão toda é não criar uma canibalização entre o Santos Dumont e o Galeão. O Galeão é importantíssimo, porque é nosso aeroporto internacional, e hoje está vazio, também por conta do Santos Dumont. Acaba fazendo com que esses aeroportos virem rivais. Um tem que ser parceiro do outro. Espero que consigamos chegar em um acordo”, pontuou.

Para o governador do Rio de Janeiro, a outorga que será concecida com a privatização do Santos Dumont poderia servir para melhorar a conexão do aeroporto com o Galeão. “A proposta é utilizar a outorga para fazer algo, ter mobilidade, o que melhoraria o Galeão. Isso diminiuria a outorga. Estamos discutindo se seria uma via, expressa, um metrô ao algum outro modal”, explicou.

Ainda nesta quarta-feira, Castro deve discutir o assunto com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, para apresentar a proposta de alteração no edital. 

A concessão do Santos Dumont foi aprovada em dezembro do ano passado. O lance inicial para o bloco do aeroporto carioca é de R$ 324 milhões, com investimento estimado na concessão de R$ 5,8 bilhões. O processo ainda aguarda a análise do TCU (Tribunal de Contas da União).

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Aumento de casos de síndromes gripais afeta a rotina das empresas

Presidente da Aliança para a Saúde Populacional destaca a necessidade de reforçar os cuidados para evitar o avanço das infecções no ambiente de trabalho, principalmente nos casos de fluorona

Nos últimos dias, o crescimento de casos de covid-19, influenza e da chamada flurona – quando gripe e covid-19 atacam ao mesmo tempo – fez com que os brasileiros estejam enfrentando também uma nova onda de problemas. As consequências vão desde os hospitais, na demora no atendimento médico porque muitos profissionais também estão doentes, até o setor aéreo, com o cancelamento de centenas de voos porque as companhias aéreas também estão com o quadro reduzido por conta dos quadros virais.

As baixas no setor de serviços e em toda a cadeia produtiva ainda não foram calculadas, mas no Brasil são milhares de funcionários afastados por síndrome gripal. Uma sondagem realizada pelo IFec-RJ (Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises) com 319 empresários do Estado do Rio detectou que 39,2% deles registraram afastamento de funcionários nos primeiros dias de 2022 por conta da covid-19. No Distrito Federal, aproximadamente 19% dos afastamentos de servidores da Secretaria de Saúde em dezembro de 2021 foi por Covid-19, gripe ou outros vírus de vias aéreas.

O médico Cláudio Tafla e presidente da Asap (Aliança para a Saúde Populacional) destaca, antes de tudo, a importância dos cuidados de prevenção, como usar máscara de proteção, fazer a higiene das mãos, usar tapetes de desinfecção e até a volta da medição de temperatura em locais com reunião de pessoas para tentar conter esse avanço das doenças entre os trabalhadores que ainda precisam desempenhar suas funções presencialmente. “São duas doenças virais muito semelhantes. Mas as atenções são as mesmas para os dois. Então o recomendado é evitar local aglomerado, se cuidar pra cuidar das outras pessoas.”, explica.

Outra preocupação é quanto a redução do período de isolamento para pessoas que testaram positivo para covid-19, o que pode mudar o período de afastamento do trabalho de profissionais infectados. O Ministério da Saúde indicou que caia de dez para cinco dias o período de isolamento indicado para pessoas assintomáticas com Covid-19 desde que apresentem teste negativo. Também há a alternativa de cumprir uma semana de quarentena, sem exame ao final. “Nesses cinco dias completamente sem sintoma, se a pessoa fez o teste e deu negativo, pode voltar ao trabalho. Se ficar sete dias em afastamento sem nenhum tipo de sintoma, pode voltar ao trabalho também”, explica Cláudio Tafla. “Mas se a pessoa tiver algum sintoma dentro dos sete dias ou tiver um teste PCR positivo, tem que esperar de 10 a 14 dias”, reforça o médico, que ainda defende que o mais eficiente é tentar manter pelo menos os sete a dez dias de isolamento total.

Dicas da Asap para ambiente de trabalho seguro

Neste momento é essencial que as empresas atuem para garantir ambientes de trabalho seguros para evitar qualquer contaminação dos funcionários. “Uma checagem muito forte com protocolos dentro nas portas – de temperatura, de equipamentos de proteção individual, checagem periódica dos pacientes em relação a carga viral, a tratamentos, controle das vacinas e não só da Covid mas toda carteira vacinal. Isso é uma barreira muito eficiente”, lembra Tafla. Outra orientação do presidente da Asap é que as empresas reforcem os cuidados básicos no dia a dia:

  • Uso de máscaras de proteção;
  • Álcool em gel em todos os lugares para utilização frequente;
  • Luvas para se servir nos locais de alimentação;
  • Evitar locais de alimentação aglomerados (dividir horários, fazer processo de esterilização a cada tempo, fragmentar o contato dos usuários do espaço).

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Mineradoras suspendem produção em Minas Gerais por causa das chuvas

As chuvas intensas que atingem o Estado de Minas Gerais obrigaram mineradoras a paralisarem sua produção, por questões de segurança. Até o momento, a Vale, uma das maiores produtoras de minério de ferro do mundo, Usiminas, CSN e Vallourec – que teve no fim de semana sua atividade paralisada pela Justiça, após o transbordamento de um dique na barragem da empresa -, estão com as operações em Minas suspensas.

Na manhã desta segunda-feira, 10, a Vale informou que teve de paralisar parcialmente a sua produção nos sistemas Sudeste e Sul Segundo a mineradora, a decisão visa a “garantir a segurança dos seus empregados e comunidades, em razão do nível elevado de chuvas que atingem Minas Gerais”. Apesar do cenário, a Vale disse que contempla o período de chuvas em suas projeções e, assim, mantém sua estimativa de produção de minério de ferro para 2022, estimado para ficar entre 320 milhões e 335 milhões de toneladas.

A companhia destacou que continua “acompanhando o cenário de chuvas em Minas Gerais e monitorando suas barragens, 24 horas por dia, em tempo real, por meio dos Centros de Monitoramento Geotécnicos”. A grande preocupação em torno das mineradoras é com a segurança das suas barragens, depois das tragédias recentes ocorridas em Mariana e Brumadinho.

Já a Mineração Usiminas afirmou que suas atividades deverão ser retomadas “quando as condições climáticas melhorarem e permitirem acesso seguro às minas e o funcionamento adequado de equipamentos, bem como após uma revisão das condições das instalações em geral”. A companhia destaca, ainda, que ao menos até aqui, a paralisação da mineradora não deverá afetar a sua produção de aço, visto que há estoque.

A CSN, por sua vez, afirmou que a operação da mina Casa de Pedra está temporariamente suspensa e com “expectativa de retorno das atividades nos próximos dias”. Ainda por conta das chuvas, a operação portuária de carregamento de minério no Terminal de Carvão no porto de Itaguaí, no Rio, também está suspensa.

Segundo especialistas consultados pelo Estadão, apesar da suspensão, ainda é cedo para prever o impacto nos volumes de produção de minério esperados para o ano – e se haverá pressão em relação aos preços da commodity, tendo em vista que o Brasil é um dos principais exportadores do insumo.

“Acredito que são paralisações de curto prazo, assim como não antevejo potencial de alterações nas projeções. A minha percepção, no caso de exportações, é que existem estoques nos portos para atender à demanda. E, no caso do mercado interno, há estoque nas usinas”, afirma o presidente do conselho diretor do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram),Wilson Brumer.

Segundo ele, a situação pode se agravar caso as chuvas perdurem na intensidade dos últimos dias, mas as projeções indicam que a partir desta quarta-feira as chuvas devem diminuir.

Os analistas do BTG Pactual afirmam que janeiro é tipicamente um mês de chuvas mais intensas e, embora neste ano a intensidade esteja maior, ainda há uma percepção de normalidade. No entanto, eles frisam que “após os incidentes de barragens do passado, saudamos a abordagem de tolerância zero que as mineradoras estão adotando no País para minimizar os riscos operacionais, que consideramos a abordagem prudente”, destacam.

Minas paradas

No Sistema Sudeste, foram paralisadas as minas da Vale do complexo Mariana e Brucutu. Já no Sistema Sul, em função da interdição da rodovia BR-040 e da MG-030, a produção de todos os complexos foi paralisado. O Sistema Norte da mineradora não foi afetado e segue operando normalmente, segundo a empresa. Em relatório enviado ao mercado, o BTG frisou que, no caso da Vale, um terço de sua capacidade está suspensa nesse momento.

No caso da CSN, a produção afetada foi de sua principal mina a Casa de Pedra, localizada no município de Congonhas. A CSN Mineração produz também na Namisa, que segue sua atividade. Já com a Usiminas toda sua produção de minério de ferro está, até o momento, suspensa.

Pequenas afetadas

Além das grandes mineradoras, as pequenas mineradoras da região também aguardam o fim das chuvas para retomar a produção. Um dos casos é a Atlântica Mineração, que teve que suspender suas obras de expansão por conta da situação climática. “Estamos com duas minas para iniciar operação e não conseguimos sequer levar os equipamentos, pois temos que fazer algumas melhorias nas vias de acesso”, comenta o diretor da mineradora, Maurício Índio do Brasil.

Estadão Conteúdo

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Saiba como tirar e renovar a CNH

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) determinou, no início de janeiro, que a conclusão do processo para tirar a habilitação deve ser em até 12 meses. Para quem iniciou o processo no dia 31 de dezembro de 2021, por exemplo, o prazo para concluir o procedimento é até o mesmo dia em 2022.

A decisão alterou a regra vigente. Os prazos foram suspensos em razão da pandemia do novo coronavírus.

As exigências para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) permanecem as mesmas. Aquele que tem interesse em tira-la deve ir ao Departamento de Trânsito (Detran) do seu estado. O indivíduo terá de fazer os testes de aptidão física e psicológica e aulas teóricas com duração de 45 horas/aula, seguidas de uma prova.

A autoridade de trânsito também exige que seja feito um curso prático de direção com, no mínimo, 20 horas/aula tanto para a categoria A (motocicleta) quanto para categoria B (automóvel). Após todas essas etapas, o candidato faz a prova prática.

É preciso ficar atento às regras de cada unidade da Federação. No Distrito Federal, por exemplo, uma resolução determinou que as pessoas com carteira vencida desde junho de 2020 concluam a renovação até o dia 31 deste mês.

Em São Paulo, foi estabelecido em novembro de 2021 um novo calendário para a renovação, após um período com prazos suspensos com forma de evitar aglomeração e diminuir impactos da covid-19.

A habilitação é obtida de acordo com cinco categorias, divididas a partir do perfil do veículo, da quantidade de rodas e da capacidade de transporte de cada automóvel, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (Lei No 9.503, de 1997):

I – Categoria A – veículo motorizado de duas ou três rodas;

II – Categoria B -veículo motorizado, não abrangido pela categoria A, com peso não excedendo 3,5 toneladas e com até oito lugares, fora o do motorista;

III – Categoria C – veículo usado em transporte de carga com peso maior do que 3,5 toneladas;

IV – Categoria D – veículo utilizado no transporte de passageiros com lotação maior do que oito lugares, excluído o do motorista;

V – Categoria E – combinação de veículos em que a unidade tratora se enquadre nas categorias B, C ou D e com outras unidades como reboque, semirreboque, trailer com pelo menos 6 toneladas e com lotação maior do que oito lugares.

Para obter CNH na categoria D, é obrigatório ter pelo menos 21 anos, menos dois anos na categoria B e um ano na categoria C. Para obter a autorização na categoria E, é exigido estar pelo menos há um ano na categoria C. Também é requisito a realização de curso de treinamento de direção em situação de risco.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), dirigir com a carteira vencida há mais de 30 dias configura infração gravíssima e gera multa de R$ 293,47 e sete pontos na carteira de habilitação.

Renovação

A renovação deve ser realizada quando vencer a CNH. A validade da CNH para quem tira o documento é agora de dez anos para pessoas com até 50 anos, prazo alterado pela nova versão do Código Brasileiro de Trânsito que entrou em vigor em 2021.

Para motoristas com idades entre 50 e 70 anos, o prazo para renovação foi ampliado também para cinco anos. Para pessoas com mais de 70 anos, é preciso atualizar a habilitação a cada três anos.

Também pelo novo código, as autoridades estaduais de trânsito ficam obrigadas a comunicar por meio eletrônico o condutor 30 dias antes do vencimento de sua CNH. O interessado deve procurar o departamento estadual de trânsito e cumprir seus requisitos, que em geral envolvem taxas e atualização de dados.

Para efetivar o procedimento, é necessário quitar os débitos existentes em relação ao condutor ou ao seu veículo. A cada dez anos será preciso realizar novos exames de aptidão física e mental, em geral efetuados por clínicas conveniadas juntamente a cada Detran.

Para os motoristas das categorias C, D e E, que incluem veículos maiores, como caminhões e ônibus, também passou a ser obrigada a realização de um exame toxicológico. Segundo o Código de Trânsito, o objetivo do teste é identificar “o consumo de substâncias psicoativas que, comprovadamente, comprometam a capacidade de direção e deverá ter detecção mínima de 90 (noventa) dias”.

Com informações da Agência Brasil

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Vídeo: grupo tentou avisar sobre rochas segundos antes de desabamento

Um grupo de pessoas que estava na região em que rochas desabaram em Capitólio, em Minas Gerais, tentaram avisar, segundos antes, sobre a possível queda para os passageiros das embarcações que estavam mais próximas da área.

Em vídeo, gravado por um dos passageiros da lancha que tenta avisar, é possível ver o momento em que o cânion começou a ruir. Todos da embarcação gritam para que as pessoas saiam do caminho. Antes que eles possam se afastar o suficiente, a rocha atinge três barcos.

Veja o vídeo:

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), ao menos dois homens não identificados faleceram e 32 pessoas estão feridas.

Segundo a CNN, 23 pessoas foram atendidas na Santa Casa da cidade com ferimentos leves e já foram liberadas. Outros dois, com fraturas expostas, estão foram encaminhados para a Santa Casa de Piumhi. Outros três feridos estão sendo tratados na Santa Casa de Passos, mas não há informações sobre o estado delas. Além desses, mais quatro estão sendo tratados na Santa Casa de São João da Barra, com ferimentos leves.

Ainda de acordo com a corporação, equipes de mergulhadores foram encaminhadas para o local e 37 militares já participam dos resgates. De acordo com o tenente Pedro Aihara, o canion tem um tipo de rocha mais suscetível a erosão. “Como a gente tem durante esse mês, um período muito intenso de chuvas, aparentemente, a gente teve uma aceleração bastante considerável desse processo erosivo, que acabou gerando o desprendimento dessa rocha”, disse.

Aihara ainda alerta que há o risco de novos desabamentos na área. “É possível que haja novos acidentes, porque a água das chuvas penetra nas rochas, que têm menor resistência à ação da água e do vento.” Ao menos 70 pessoas estavam na região no momento do acidente.

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Avanço do mar deixa açaí salgado e ribeirinhos sem água na foz do Amazonas

Fabiano Maisonnave e Adriano Vizoni

Localizado na foz do Amazonas, o arquipélago do Bailique (Amapá) tem nos imponentes açaizais nativos a sua principal fonte de renda. Mas a elevação do nível do oceano Atlântico está salinizando o rio mais volumoso do mundo, salgando o fruto roxo e ameaçando a própria permanência dos cerca de 14 mil moradores, que ficaram sem água para beber.

A investida do mar sobre o rio sempre ocorreu na região, onde ganhou o nome local de maré lançante ou lanço. O problema é que vem ocorrendo com força crescente e por mais tempo. Neste ano, pela primeira vez, todas as 58 comunidades, espalhadas por oito ilhas, foram atingidas, levando a prefeitura de Macapá a decretar situação de emergência.

“Sempre houve isso, mas não adentrava no arquipélago, ficava só nas comunidades da costa. No ano passado, pegou um terço do Bailique. Neste ano, pegou o arquipélago todo”, afirma o presidente da cooperativa de produtores de açaí Amazonbai, Amiraldo de Lima Picanço, 35.

Segundo moradores, o Amazonas começou a ficar salgado a partir de agosto. Em 14 de outubro, o prefeito de Macapá, Dr. Furlan (Cidadania), decretou situação de emergência no distrito para agilizar a distribuição de água e de cestas básicas, levadas de barco da cidade, a cerca de 180 km, uma viagem de 12h.

O impacto também avança sobre os açaizais. Segundo Picanço, que é engenheiro florestal, frutos colhidos mais próximos da costa salgaram há mais de dez anos, e o fenômeno está se intensificando. Um dos 132 produtores da Amazonbai já registrou o problema em parte do seu açaí.

“A água do mar está invadindo, e o açaí vai sofrer alterações. A gente sabe que o açaí consome muita água. Tem lugares, para a banda do norte onde o açaí é totalmente salgado”, afirma o produtor cooperado Pedro Barbosa, 42.
A ameaça ocorre em um momento em que a Amazonbai atravessa uma fase de consolidação e expansão. Após anos de exploração predatória do palmito do açaí, os produtores se organizaram e passaram para a extração do fruto por meio do manejo de mínimo impacto. A floresta continua de pé, e a intervenção principal é a limpeza da área, por meio de poda.

A cooperativa foi a primeira organização do país a ter a certificação FSC (Conselho de Manejo Florestal, na sigla em inglês) de serviços ecossistêmicos para conservação dos estoques de carbono florestal e da diversidade de espécies. Ao todo, são 2.972 hectares de açaizais certificados pela entidade internacional, incluindo o selo de cadeia de custódia.

Em outra conquista dos cooperados, a Amazonbai abriu, em 10 de dezembro, uma agroindústria em Macapá para beneficiar parte da produção e que também serve de entreposto, tirando o poder de barganha dos atravessadores. A despeito das boas práticas e do bom momento econômico do açaí, os moradores sofrem com a estrutura precária. As casas dependem de energia de geradores movidos a gasolina, com seu preço cada vez mais proibitivo. Não há sistema de esgoto adequado. O hospital mais próximo fica em Macapá.

Com relação à crise hídrica, os ribeirinhos reclamam que, em todos estes meses, cada família recebeu apenas uma única remessa de 15 pacotes de água mineral, que somam 135 litros. Eles também afirmam que a água trazida em tanques de barcos e distribuída pelo governo estadual, liderado por Waldez Góes (PDT) é ferrosa e de má qualidade.

O banho costuma ser com a água salobra, o que deixa o corpo pegajoso e com cheiro semelhante ao de peixe marinho. Para mitigar a escassez, muitos captam a água da chuva ou vão de canoa até igarapés não contaminados.

Médico do posto de saúde local, o cubano Pedro Sarduy diz que o consumo de água imprópria tem provocado vômito, diarreia e problemas de pele. Ele conta que muitos moradores não têm dinheiro para comprar galões de água, que contêm 20 litros e custam cerca de R$ 25. “Eu recomendo que fervam a água, mas as pessoas não fazem porque o gás está caro”, afirma.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), cada pessoa precisa usar de 50 a 100 litros de água por dia. O subsecretário de gestão e planejamento da Mobilização e Participação Popular, Emanuel Bentes, disse que o cálculo da água mineral era apenas para a hidratação. Sobre a água enviada pelo governo estadual, ele reconheceu que tem gosto ferroso, mas assegurou que é própria para o consumo humano.

Bentes afirma que a construção e manutenção de dutos na região é dificultada pelo fenômeno conhecido como terras caídas, bastante comum nos grandes rios amazônicos, em que barrancos desmoronam por influência da correnteza.
Para piorar, um estudo técnico encomendado pela prefeitura concluiu que a dessalinização é inviável em Bailique, devido à alta turbidez do barrento rio Amazonas. Segundo Bentes, a solução será aprimorar a captação da água da chuva nas comunidades.

Futuro sombrio O oceanólogo Wilson Cabral, do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) avalia que a foz do Amazonas é uma das regiões mais vulneráveis às mudanças climáticas do país, por estar na área de influência tanto do oceano quanto no continente. Além disso, são terras baixas.

“O alcance da intrusão salina na foz do rio Amazonas vai aumentando à medida que eleva o nível do mar. Isso vai gerando efeitos ao longo de quilômetros e quilômetros adentro”, afirma Cabral, que participa de um estudo sobre o impacto das mudanças climáticas na vizinha ilha do Marajó.

Esses efeitos não se restringem à superfície e incluem a penetração da água salina no lençol freático.
“Isso vai impactar todos os processos que dependem disso, desde a captação de água, via cacimbas e poços, até culturas, como a do açaí”, afirma.

Segundo o oceanólogo, outro impacto negativo na região são as hidrelétricas nos rios amazônicos, que barram a chegada de sedimentos. “Essa descarga sólida é responsável por ir formando terras na foz. Se há uma redução desse aporte de sedimentos, aumenta a erosão costeira.” “Estamos buscando soluções para não ir embora do nosso território”, afirma Picanço.

Para a liderança, a certificação por serviços ecossistêmicos demonstra que os cooperados estão alinhados com as diretrizes previstas pela COP26, a conferência de clima da ONU. “Podemos ser modelo para outras regiões. Vamos ajudar o Rio de Janeiro, Miami. Estamos fazendo o nosso papel.”

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Leia estes três fatos sempre que se sentir um idiota

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Algumas circunstâncias podem fazer com que até o mais competente dos seres humanos se sinta um estúpido de mão cheia, um tremendo mané, um palerma irremediável, ou seja, um perfeito idiota.

Para esses momentos, listamos três fatos que tirarão qualquer um do fundo do poço da imbecilidade. Não duvide, apenas leia.

1. Veganos vestidos de luto depositam flores sobre bandejas de carne em um supermercado simulando um velório. Para eles, animais não deveriam morrer para alimentar pessoas.

2. Enquanto isso, vegetarianos fazem campanha para que a pecuária seja banida. Para eles, o gado produz gazes que prejudicam o meio ambiente. Resumindo, enquanto para uns o gado não deve morrer, para outros o gado não deve nem sequer viver.

3. Em tempos de pandemia, empresa alemã desenvolve máscara para ser usada na piscina ou na praia. O diretor da Wibit Sports, Robert Cirjak, lançou o equipamento afirmando: “pode mergulhar de máscara, ela permite que a gente se divirta na água”.

Este post não contém fake news, pois quando o assunto é idiotice, nada ganha da realidade…

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