PF destrói 875 mil pés de maconha até abril, 3 vezes mais que em 2020

Operação Fusarium II erradicou 531 mil pés de maconha em Pernambuco

Operação Fusarium II erradicou 531 mil pés de maconha em Pernambuco Divulgação/PF

A PF (Polícia Federal) destruiu 875,5 mil pés de maconha entre janeiro e abril, uma quantidade 364% maior que os 188,7 incinerados no mesmo período do ano passado. 

Os números fazem parte de balanço da PF informados ao R7, e indicam um avanço no combate à maconha em diversos aspectos. A destruição de mudas também cresceu e alcançou 193,6 mil unidades, 102% maior que em 2020. E a apreensão da droga saltou 4%, para 76,3 toneladas.

Pés de maconha encontrados em PE

Pés de maconha encontrados em PE Divulgação/PF 05.03.2021

Grande parte da quantidade erradicada foi encontrada no interior de Pernambuco, nas operações Fusarium e Fusarium II. Na segunda edição, em abril, foram erradicados 531 mil pés de maconha, que seriam suficientes para distribuir mais de 100 toneladas da droga.

Se de um lado houve aumento nas ações da PF em relação à maconha, houve redução no que diz respeito a outras drogas. 

A cocaína, por exemplo, teve redução de 74,7% nas quantidades apreendidas, chegando a 19,7 toneladas. Algo semelhante ocorreu com o ecstasy. Os policiais tinham apreendido 135.612,7 comprimidos em 2020, mais que os 4.393 deste ano.

Já a apreensão de anfetaminas teve grande aumento, de 128 comprimidos para cerca de 17 mil. 

Segundo a PF, o crescimento na apreensão de algumas drogas sintéticas pode refletir o fechamento de fronteiras no primeiro semestre do ano passado, em razão da pandemia de covid-19.

De acordo com Rafael Alcadipani, professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a apreensão em si pode ser um trabalho de enxugar gelo se não vier acompanhada de uma ação mais profunda contra as quadrilhas. “É preciso que os traficantes sejam pegos e as quadrilhas desbaratadas”, afirma.

Estradas

Nas rodovias federais, o crack foi a droga que mais cresceu proporcionalmente em quantidades apreendidas pela PRF (Polícia Rodoviária Federal). A quantidade interceptada nas operações foi de aproximadamente 700 quilos entre janeiro e abril.

O entorpecente ainda fica atrás de outros produtos encontrados pelos policiais, como a cocaína, mas tem um crescimento de 213% em relação ao mesmo período do ano passado – quando foram apreendidos 223,1 quilos.

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Bolsonaro participa de motociata em SP em ato de apoiadores

Bolsonaro confirmou participação em evento de moto neste sábado, em São Paulo

Bolsonaro confirmou participação em evento de moto neste sábado, em São Paulo Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro confirmou participação neste sábado (12), na capital paulista, de uma motociata em apoio ao seu governo. A manifestação foi organizada por integrantes de clubes de tiro e de motociclismo do interior de São Paulo e de estados vizinhos. O ato foi divulgado também por parlamentares da base aliada ao presidente e grupos que, em São Paulo, vinham organizando protestos contra o governador João Doria (PSDB).

O ato deve ter início por volta das 10h, saindo do Sambódromo do Anhembi, na zona norte, e seguindo pela Marginal do Tietê até a Rodovia dos Bandeirantes. O trajeto prevê um percurso até o trevo do km 47, em Jundiaí, para então retornar à capital. Na cidade, o grupo seguirá até o obelisco do Ibirapuera. Antes do evento, Bolsonaro deve participar de uma cerimônia no Colégio Militar de São Paulo.

Durante o percurso, o painel eletrônico das rodovias trará a seguinte mensagem: Use máscara. Doria afirmou durante entrevista na quarta-feira, no Palácio dos Bandeirantes, que, caso Bolsonaro não use a proteção durante a motociata, será multado por desrespeito às normas sanitárias. “Ele será multado como qualquer outro cidadão que não usar máscara”, disse. Nesta sexta, pela manhã, o presidente respondeu questionando se Doria era o “doninho” de São Paulo.

Desde quarta-feira, a capital paulista começou a receber integrantes de motoclubes paulistas, fluminenses, mineiros, sul-mato-grossenses e paranaenses. Muitos estão hospedados em hotéis próximos ao sambódromo, local da concentração. 

No último dia 28, Bolsonaro participou de ato similar, com grande público, no Rio, onde foi recebido pelo governador Cláudio Castro (PL) e dividiu palanque com o general e ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello – o episódio causou desgaste ao Exército, que decidiu não punir o general da ativa pela participação de ato político.

Em São Paulo, os motociclistas e atiradores começaram a convocar os atos nas redes sociais, mas com menor intensidade do que o evento no Rio. Levantamento feito com o programa Brandwatch, de análise de redes, mostra que, dois dias antes do ato do Rio, havia mais de 344 mil postagens sobre o evento; desta vez,  até anteontem, foram 31 mil publicações.

Um comerciante da zona sul da capital que, no começo do ano, entrou no radar da inteligência da Polícia Militar por causa de ameaças ao governador João Doria, também começou a convocar a população para a manifestação. Jackson Vilar (cujo nome de batismo é Jarkson), que também é pastor, passou a divulgar o evento como “Acelera para Cristo com Bolsonaro”. Ele passou a cadastrar participantes pela internet e divulgou um código Pix para receber doações. O gesto provocou críticas de motociclistas.

Ao confirmar que vai participar do ato, o comerciante terá de ficar na garupa: sua carteira de habilitação é categoria “B”, que permite a condução apenas de automóveis. Vilar já foi indiciado por estelionato, em 2017, pelo 27.º Distrito Policial (Ibirapuera).

Segurança

A Polícia Militar paulista, que manteve conversas com o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) ao longo da semana, vai reforçar a vigília de pontes e viadutos por onde a motociata deve passar, para evitar que objetos sejam arremessados nos manifestantes. No fim do ato, no Ibirapuera, dois drones devem ser usados pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência) para acompanhar o ato. Ao menos um carro de som deve ir ao local. Segundo informações da Secretaria Estadual da Segurança Pública, cerca de 6,7 mil policiais devem trabalhar no acompanhamento da manifestação.

Além do aparato formal, ostensivo, montado com pessoal do Comando Militar do Sudeste, das polícias federal, militar e civil, Bolsonaro terá ainda um reforçado esquema de segurança próxima. O GSI contará com cerca de 40 agentes usando motos, infiltrados entre os motociclistas manifestantes. Isso, sem contar os batedores e os agentes do grupo regular da presidência. 

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Indústria mantém crescimento durante piora da pandemia, diz CNI

Faturamento ainda oscila para voltar aos níveis do início de 2020

Faturamento ainda oscila para voltar aos níveis do início de 2020
Nacho Doce/Reuters

A atividade industrial seguiu em crescimento no mês de abril, o pior mês da pandemia de covid-19, com aumentos dos indíces da produção (horas trabalhadas na produção e utilização da capacidade instalada) e do mercado de trabalho (emprego, massa salarial real e rendimento médio real). Apenas o faturamento caiu na passagem de março para abril.

Os dados são da publicação mensal Indicadores Industriais, da CNI (Confederação Nacional da Indústria). 

As horas trabalhadas na produção cresceram 0,7% em abril de 2021, após alta de 1,1%
no mês anterior. A utilização da capacidade instalada continuou elevada e mostrou novo
crescimento em abril, mantendo-se acima de 80% pelo segundo mês consecutivo.

O emprego industrial também continuou crescendo, em meio a nove meses consecutivos de alta, enquanto o crescimento da massa salarial registrou novo crescimento fez a taxa retornar ao patamar de fevereiro de 2020 (pré-pandemia).

Os índices da massa salarial também voltaram aos níveis de antes da pandemia, após aumento de 1,6% em abril. É a segunda alta consecutiva, que já havia registrado crescimento de 1% em março. 

O rendimento médio real também cresceu pelo segundo mês, de forma mais moderada (alta de apenas 0,2%). O faturamento, por sua vez, mostrou queda na comparação mensal, de 1,3%. O índice vem oscilando há alguns meses, mas se mantém em patamar elevado, acima do registrado antes da pandemia.

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Elcio Franco diz que defesa da supernotificação da covid é leviana

Elcio Franco citou lei complementar que justificaria possível subnotificação

Elcio Franco citou lei complementar que justificaria possível subnotificação
Marcos Oliveira/Agência Senado – 09.06.2021

O ex-secretário executivo do Ministério da Saúde, coronel Antônio Elcio Franco, afirmou nesta quarta-feira (9), à CPI da Covid, que considera leviana a defesa da possível supernotificação de mortes da covid-19 no Brasil.

Ele deu a opinião ao ser perguntado pelo senador Fabiano Contarato (Rede-ES) se acreditava na tese do modo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que colocou em dúvida nesta segunda-feira (7) quase metade das mais de 470 mil mortes por covid com base em relatório preliminar de auditor do TCU (Tribunal de Contas da União). 

“Eu não posso afirmar isso. Seria leviano de minha parte”, respondeu Elcio Franco. Ele, porém, considerou também que “existe sim o risco de ter havido supernotificação”, repetindo o argumento do presidente ao falar de lei complementar que reserva mais recursos do governo federal a estados com maior número de casos confirmados do novo coronavírus.

Depois de ser desmentido pelo TCU, Bolsonaro voltou atrás e admitiu o erro um dia depois. O tribunal já afastou o auditor responsável pelo relatório e abriu investigação do caso

O relatório do TCU também é investigado pela própria CPI, que já tem requerimento para a convocação do auditor Alexandre Figueiredo Costa Silva Marques, que criou o estudo. O vice-presidente da CPI, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), já afirmou que o sigilo dele “inevitavelmente” será quebrado

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Guedes é convocado para falar sobre dados da Previdência

Com a convocação, Guedes é obrigado a comparecer à Câmara

Com a convocação, Guedes é obrigado a comparecer à Câmara Michel Jesus/Câmara dos Deputados

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (9), a convocação do ministro da Economia, Paulo Guedes, para prestar esclarecimentos sobre possíveis distorções bilionárias em dados de Previdência do governo, apontadas por técnicos do TCU (Tribunal de Contas da União).

A convocação obriga o ministro a comparecer à Câmara e ocorre após Guedes faltar à audiência conjunta das comissões de Fiscalização Financeira e Controle, e de Defesa do Consumidor, que estava prevista para esta quarta.

Na justificativa para a convocação, o requerimento do deputado Leo de Brito (PT-AC) aponta que técnicos do TCU teriam identificado distorções bilionárias em projeções feitas pelo governo, no ano passado, sobre os principais regimes de Previdência e sobre benefícios pagos aos militares de todo o País.

A projeção de valores a serem desembolsados no futuro para pagar a Previdência dos servidores estaria inflacionada. Por outro lado, no caso dos benefícios de militares inativos, as cifras teriam sido subavaliadas em cerca de R$ 45 bilhões.

Quebra de acordo

O presidente da Comissão de Fiscalização Financeira, deputado Áureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), ressaltou que houve quebra de acordo por parte do governo e, por isso, foi feita a convocação do ministro. Segundo explicou, a primeira data prevista para a vinda do ministro à comissão era 4 de maio. No entanto, nesse dia ele participou de outra audiência na Câmara. O colegiado pautou, então, sua convocação, que foi transformada em convite, com vinda para esta quarta.

“O governo propôs um acordo com data definida para a vinda presencial de sua excelência: quarta-feira, dia 09 de junho. Ouvidos os membros desta comissão, assenti com o acordo proposto pelos deputados Evair Vieira de Melo (PP-ES) e Sanderson (PSL-RS) e deixei claro que nova ausência do ministro implicaria a votação de sua convocação sem a apresentação de obstrução por parte do governo e sua base, firmando acordo nestes exatos termos. Assim, concretizada a ausência do ministro da Economia, colocamos em votação o requerimento e aprovamos a convocação”, detalhou Ribeiro.

O parlamentar acrescentou que o ministro poderia esclarecer também temas como o pagamento de novas parcelas do auxílio emergencial.

Já o deputado Leo de Brito disse que a comissão foi desrespeitada. “Isso que está acontecendo agora, infelizmente, é a falta de palavra do governo aqui na comissão. O governo precisa cumprir seus acordos. A gente aceitou transformar em convite a vinda do ministro, mas infelizmente aconteceu o que aconteceu. Mais uma vez, um desrespeito à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, que eu quero lamentar”, enfatizou.

Vice-líder do governo, o deputado Evair Vieira de Melo propôs nova data para a vinda do ministro. “Nós gostaríamos que tivesse sido na forma de convite, mas temos de respeitar as prerrogativas parlamentares. Quero anunciar para que possamos receber aqui o ministro Paulo Guedes, com a aquiescência de vossa excelência, no dia 30, para que ele possa vir aqui e ficar à disposição dessa comissão, ficar à disposição dos parlamentares, para que possa dirimir toda e qualquer dúvida”, sugeriu o parlamentar.

Convites

Entre outros requerimentos aprovados pela comissão nesta quarta, está um pedido de informações ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Onyx Lorenzoni, sobre os gastos do presidente Jair Bolsonaro durante os atos políticos que foram realizados, em maio, em Brasília e no Rio de Janeiro.

Também foi aprovado um convite ao ministro da Defesa, Walter Souza Braga Netto, para comparecer à comissão e prestar esclarecimentos quanto à apuração disciplinar do general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, por ter participado de manifestação política no dia 23 de maio, na cidade do Rio de Janeiro.

O colegiado aprovou ainda convite ao ministro-chefe da Casa Civil, general Luiz Eduardo Ramos, para prestar esclarecimentos à comissão sobre a reunião do governo, solicitada por ele, para discutir a situação dos madeireiros investigados pela Operação Handroanthus, da Polícia Federal.

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Cármen Lúcia pede que plenário do STF decida sobre Copa América

A ministra Cármen Lúcia, do STF

A ministra Cármen Lúcia, do STF Arquivo/Fernando Frazão/Agência Brasil

A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu audiência extraordinária para que o Plenário da Corte decida se acontece ou não a Copa Amércia 2021 no país. O torneio está previsto começar no dia 13 de junho no Brasil, após desistência da Argentina e Colômbia.

“Em razão da excepcional urgência e relevância do caso e da necessidade de sua célere conclusãoi, considerando que se noticia o início da competição desportiva questionada para o próximo dia 13, solicito ao eminente ministro presidente a instalação de sessão virtual extraordinária para análise, no dia 10 de junho”, afirma a ministra em despacho. 

A ação no STF, protocolada pelo PT, pede para que sejam interrompidos todos os preparativos para que o Brasil sedie a Copa América 2021. O partido quer que o governo federal seja impedido de assinar contratos e protocolos com a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) ou com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para viabilizar a realização do campeonato.

De acordo com o partido, a decisão de sediar o torneio, um dos maiores eventos esportivos do continente, vai na contramão dos esforços de parte da sociedade brasileira para a contenção da pandemia de covid-19 e contraria a norma constitucional de promover a saúde de todos.

Na terça-feira (1°), o ministro Ricardo Lewandowski já havia determinado que o governo federal prestasse informações em relação a realização da Copa América 2021 no Brasil.

“Considerando a importância da matéria e a emergência de saúde pública decorrente do surto do coronavírus, bem como a urgência que o caso requer, solicitem-se prévias informações ao presidente da República no prazo legal”, diz o documento.

Copa América

A Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) anunciou na última segunda-feira (31) que o Brasil sediará a realização da Copa América de 2021. A confederação agradeceu ao presidente Bolsonaro por “abrir as portas do país ao que hoje em dia é o evento esportivo mais seguro do mundo”. “A América do Sul brilhará no Brasil com todas suas estrelas”, acrescentou.

Bolsonaro garantiu que haverá Copa América no Brasil, mesmo com o agravamento da pandemia no país, no que depender dele e de seus ministros. A afirmação foi feita durante tradicional conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília, na manhã de terça-feira (1º). “Fui instado pela CBF, ontem (31), conversei com todos os ministros interessados e, de nossa parte, positivo”, disse.

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Anvisa diz que faltam documentos para a liberação da ButanVac

SP anunciou a ButanVac como a 1ª vacina contra a covid-19 produzida integralmente no Brasil

SP anunciou a ButanVac como a 1ª vacina contra a covid-19 produzida integralmente no Brasil REUTERS

Após pressão dos governadores pela aprovação da ButanVac, vacina contra a covid-19 produzida no Brasil pelo Butantan, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgou nota, neste domingo (6), afirmando que ainda aguarda documentos do instituto paulista para que a análise do imunizante seja concluída.

No fim da semana passada, o governador do Piauí e coordenador do Fórum dos Governadores do Brasil, Wellington Dias, enviou carta à agência reguladora pedindo agilidade na aprovação para a realização dos testes das fases 1, 2 e 3 pelo Butantan.

Leia também: O que se sabe sobre a ButanVac, a vacina brasileira contra covid

Em depoimento à CPI da Covid em 27 de maio, o presidente do instituto, Dimas Covas, afirmou que há previsão de disponibilizar ao menos 40 milhões de doses da ButanVac até o fim do ano.

“Estamos produzindo 6 milhões, vamos produzir 18 milhões até julho em risco, produzir a vacina e deixar a vacina aguardando os resultados do estudo clínico. Sendo aprovada, nós já vamos estar com a vacina pronta, pra fornecer ao Brasil”, disse.

Como estratégia para pressionar a Anvisa a liberar os testes do fármaco, Wellington Dias frisou que a vacina confere autonomia ao país para avançar na imunização da população, mas a distribuição e o uso dependem da autorização da reguladora.

“O prazo para os testes é de aproximadamente 90 dias. Portanto, chance real de em setembro, com empenho da Anvisa, ter a liberação da vacina Butanvac para o povo brasileiro e outros países”, declarou o governador do Piauí na semana passada.

Na nota publicada em seu site neste domingo, o órgão federal destacou que o processo para liberação dos estudos clínicos encontra-se em fase de “exigência”. “Isso quer dizer que os especialistas da Anvisa aguardam que o Instituto Butantan complete a apresentação da documentação necessária para que a análise científica seja concluída”, diz o texto.

Ainda conforme a agência sanitária, o Butantan se comprometeu a entregar as informações faltantes até esta segunda-feira (7). Os dados se referem à análise de qualidade da vacina. “A entrega da documentação a agência é condição essencial para permitir a finalização da análise. Sem a entrega das informações não é possível a conclusão do processo”, argumenta.

A Anvisa destacou ainda que o instituto deu entrada no processo de autorização para testagem da vacina há exatos 72 dias e, desde então, houve “intensas trocas de informações oficiais”. 

“O Instituto Butantan deu entrada junto à Anvisa, na data de 26/03/2021, do Dossiê de Desenvolvimento Clínico de Medicamento (DDCM) da vacina BUTANVAC. A avaliação foi então iniciada”, diz a agência. “Transcorridos 72 dias até a data de hoje, 06/06/2021, e após intensas trocas de informações oficiais em que foram detalhadas as informações complementares necessárias, a Anvisa dispôs de 24 dias para trabalhar na efetiva análise, e passou os outros 48 dias aguardando o cumprimento das exigências e a complementação das informações do Instituto Butantan.”

Ainda de acordo com autoridade sanitária, os últimos dados enviados pelo Butantan foram recebidos na quinta-feira (3) e se tratam de informações referentes ao protocolo clínico. “Estão sendo presentemente analisados pela Anvisa.”

Também hoje (6), o governador paulista, João Doria (PSDB), reproduziu em rede social reportagem que trata do pedido de urgência dos gestores estaduais na análise da Anvisa.

A vacina foi anunciada pelo Butantan, que pertence ao governo de São Paulo, como sendo a primeira a ser fabricada integralmente no Brasil. 

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Antes de fechar as portas, bares e restaurantes leiloam até uniformes

Doze mil bares, restaurantes e lanchonetes sucumbiram à crise desde o início da pandemia

Doze mil bares, restaurantes e lanchonetes sucumbiram à crise desde o início da pandemia Arquivo pessoal

Nada mais de reunir os amigos para saborear os pratos ou petiscos prediletos, acompanhados de um drink que só aquele bar ou restaurante favorito preparava. A saideira e a pedida para fechar a conta agora é dos próprios dono dos estabelecimentos, que sucumbiram à crise e anunciam o leilão de todos os seus bens.

Dados levantados pela Sold Leilões, empresa do Grupo Superbid e especializada em desativações corporativas, mostram que desde o início da pandemia, em março do ano passado, até a última sexta-feira (4), mais de 1.000 pregões de bares, lanchonetes e restaurantes foram realizados. No comparativo entre 2019 e 2020, o crescimento foi de 60%.

Em relação aos cinco primeiros meses deste ano, ante o mesmo período do ano passado, a elevação é de 20%. Ao todo, mais de 50 mil itens do acervo desses estabelecimentos foram para as mãos de pessoas que arremataram os bens com até 90% de desconto.

Entram na lista desde uniformes, até utensílios de cozinha, cadeiras, quadros, eletros e fogões. Os arremates podem ser feitos por frequentadores assíduos, que desejam ter um pedaço do local como lembrança, e por empresas do mesmo segmento.

Segundo a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), 12 mil bares, restaurantes e lanchonetes sucumbiram à crise desde o início da pandemia, em São Paulo. O principal motivo alegado pelos empreendedores são as restrições impostas para frear o avanço da covid-19.

Para Ana Matheus, gerente comercial da Sold Leilões, o adiamento na flexibilização das regras para a nova fase de transição do Plano São Paulo deve pressionar ainda mais os donos dos estabelecimentos, que hoje operam com 40% da capacidade e horários limitados de funcionamento. “Sem caixa e com dívidas, a procura pelos leilões deve aumentar”, diz.

Infelizmente, nem todas as casas conseguiram se preparar para as novas demandas geradas pela pandemia. Além de prejuízos para a economia, com demissões e encerramento das atividades, o fechamento desses estabelecimentos leva junto parte da história e da memória.

“Os mais afetados são os pequenos e médios estabelecimentos, que sofreram com a queda no faturamento e fecharam as portas por causa das dificuldades para obter linhas de crédito”, conclui Ana Matheus.

* Estagiária do R7, sob supervisão de Ana Vinhas

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ONS defende liberar mais água em 2 usinas e poupar reservatórios

Com seca, ONS defende liberar mais água em duas usinas e poupar reservatórios

Com seca, ONS defende liberar mais água em duas usinas e poupar reservatórios Paulo Whitaker/Reuters – 14.01.2013

Para atravessar o período seco e manter a segurança do abastecimento de energia, o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) quer liberar mais vazão do reservatório de Furnas e Mascarenha de Moraes e segurar água nas cabeceiras dos rios que abastecem a maioria das usinas do país nos próximos meses. O órgão defende ainda o acionamento de todo o parque de termelétricas, que geram energia mais cara, para manter a governabilidade das bacias ao longo do ano.

Mesmo com essas medidas, o ONS prevê paralisar a hidrovia Tietê Paraná em meados de julho, quando os volumes armazenados em Porto Primavera ficarão menores. Porém, a entidade avalia que a operação é a que melhor traduz o uso equilibrado das cascatas e múltiplo das águas.

Nota técnica divulgada pela entidade nesta sexta-feira (4), aponta uma situação crítica para as hidrelétricas que têm reservatórios atendidos pelas bacias dos rios Paranaíba, Grande, Tietê e Paranapanema, no sudeste e centro-oeste do país.

O plano traçado pelo ONS considera o pior cenário possível, em que as chuvas, que normalmente voltam no fim de setembro e início de outubro, somente chegariam em novembro. É com essa previsão, que pode não se concretizar, que a entidade trabalha para assegurar o abastecimento de energia no País. Assim, em qualquer cenário o abastecimento será garantido.

Se a operação for mantida sem as alterações propostas pelo ONS, haverá “perda do controle hidráulico de reservatórios da bacia do Rio Paraná” no segundo semestre. Isso significa que as usinas teriam de operar como se não tivessem reservatórios, a fio d’água, dependendo de chuvas para manter o funcionamento, arriscando inclusive paralisações.

Sozinha, a Bacia do Paraná responde por 53% da capacidade nacional de geração de energia do País. Hoje, o volume de água armazenada é de 28% de sua capacidade, o segundo pior nível de armazenamento dos últimos 21 anos nesta bacia.

Para evitar o colapso do sistema, o ONS propõe a adoção de ações claras, entre elas liberar mais água em Furnas e Mascarenhas de Morais, que hoje têm 37% e 55,8% de armazenamento, respectivamente, entre junho e novembro, para poupar outros reservatórios em situações mais críticas. Nesta região encontram-se as usinas como Marimbondo (6,6%), Água Vermelha (7 4%), Nova Ponte (16,2%), Emborcação (22,1%), Itumbiara (19%), São Simão (11,3%), Ilha Solteira (47,4%) e Três Irmãos (48,6%).

“Essas usinas e respectivos reservatórios são de extrema importância para a operação do SIN (Sistema Interligado Nacional), pois os recursos neles estocados são capazes de garantir energia nos períodos secos, quando não há contribuições significativas das usinas instaladas na região Norte do País”, diz trecho do relatório.

Segundo o ONS, o conjunto de reservatórios localizados na bacia do rio Paraná corresponde a 76% da capacidade máxima de armazenamento do subsistema sudeste/centro-oeste e a 53% da capacidade de armazenamento de todo o SIN.

Desde a primeira quinzena de maio, a Cesp e a CTG, responsáveis pelas usinas de Jupiá e Porto Primavera, realizaram os testes de redução das defluências dessas usinas, sendo que a defluência foi de 3.700 metros cúbicos por segundo para 3.200 m³/s, na hidrelétrica Jupiá, e de 4.300 m³/s para 3.800 m³/s, na usina Porto Primavera, com reduções de 100 m³/s por dia.

O objetivo, porém, é recolher ainda mais água nos reservatórios de Jupiá e Porto Primavera a 2.300 metros cúbicos por segundo (m³/s) e 2.700 m³/s a partir de julho. Essa decisão será tomada gradualmente ao longo dos próximos quinze dias, após tratativas com o Ibama e a ANA (Agência Nacional de Águas), além das empresas donas das usinas, Cesp e CTG. As informações foram antecipadas pelo Estadão/Broadcast na semana passada.

O objetivo é monitorar e diminuir os impactos para o turismo, pescadores, fauna e meio ambiente. Além de medidas na região onde a crise hídrica tem mostrado efeitos mais severos, a autarquia pretende guardar mais água também na região nordeste, e desta maneira despachar mais térmicas.

Na semana passada, o governo emitiu alerta de emergência hídrica para os cinco estados banhados pelos rios: Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. 

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Queiroga troca farpas com Doria sobre vacinas: ‘Pare de palanque’

Na imagem, ministro Marcelo Queiroga (Saúde)

Na imagem, ministro Marcelo Queiroga (Saúde) REUTERS/Ueslei Marcelino-11/05/2021

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, trocou farpas na noite desta quinta-feira (3) com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), sobre a distribuição de doses da vacina contra a covid-19 da Pfizer.

O Ministério da Saúde recebeu, entre terça-feira (1º) e quarta-feira (2), 936 mil doses do imunizante. Doria afirmou, contudo, que o Estado de São Paulo “surpreendentemente não recebeu nenhuma dose”.

“A resposta do Ministério da Saúde é que hoje (quinta-feira) é feriado. Pelo visto, para o governo federal, vidas não importam”, acrescentou.

 

 

Na imagem, governador João Doria (São Paulo)

Na imagem, governador João Doria (São Paulo) Governo do Estado de São Paulo – 20.05.2021

 

 

“Senhor governador, antes de emitir esse tipo de comunicado, informe-se com seu secretário de saúde como funciona a tripartite. Daí, conversamos. Pare de palanque. Precisamos unir o Brasil”, respondeu Queiroga.

Doria retrucou o ministro da Saúde com o número de 2 mil mortes por covid-19 registradas na ocasião. “É uma vergonha o senhor achar normal guardar vacina na prateleira porque é feriado. Tripartite para mim é vacina no braço. Somos servidores públicos. Temos a missão de vacinar os brasileiros com urgência”, completou.

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