Bahia: Médicos da Central de Regulação inciam greve em todo o estado

Bahia: Médicos da Central de Regulação inciam greve em todo o estado

Profissionais reclamam de cortes e pedem melhores condições de trabalho

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A greve dos profissionais que trabalham na Central de Regulação de pacientes na Bahia foi iniciada nesta quinta-feira (14), após ser decidida que ia ocorrer durante a noite desta segunda-feira (11) pelo Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindmed-BA). As principais revindicações dos grevistas são a volta do pagamento da insalubridade (adicional dado para trabalhos onde existe grandes riscos de se contrair doenças), que foi cortado desde novembro do ano passado, e também o aumento de atendimento, pois eles consideram que três minutos um tempo insuficiente para atendimento das ocorrências.

De acordo com as informações do Sindicato dos Médicos (Sindimed), a categoria não aceita a redução da remuneração e exige o retorno imediato do pagamento do adicional de insalubridade. Eles também alegam que os profissionais recebem diariamente cerca de mil solicitações de regulação na Central, porém só conseguem atender cerca de 10 ou 15% da ocorrências, porque a estrutura da rede hospitalar não consegue atender a demanda.

O local de trabalho também não possui as melhores condições e os profissionais reclamam de falta de pessoal, de treinamento, mobiliário quebrado, terceirização do pessoal de apoio e até falta de papel higiênico.

Outro fator é o tempo insuficiente que os médicos que trabalham na Central de Regulação têm para atender os pacientes e encaminhá-los para a unidade de saúde devida, que é de atualmente de três minutos, o que acredita-se ser um tempo muito pequeno para poder ter uma avaliação precisa sobre a condição da pessoa que está sendo atendida.

Por outro lado, a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) informou, por meio de nota, que mantém negociação com a categoria e argumentou que a “retirada da insalubridade foi uma ação correcional realizada por meio da Secretaria da Administração do Estado (Saeb), também respaldada por orientação da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e da Auditoria Geral do Estado (AGE), que identificaram irregularidades na prática remuneratória destes adicionais”.

Fonte/ Varela Noticias