Educadora sexual questiona: “Quando é hora de tirar a camisinha?”

Educadora sexual questiona: “Quando é hora de tirar a camisinha?”

Vale a pena correr o risco em nome do amor?

camisinha
Foto: Divulgação

Chega o dia da primeira noite. É o primeiro dia de uma intimidade mais profunda. Você acha a pessoa legal, tem desejos por ela, mas aí, depois dos esquentes, da mão naquilo, aquilo na mão, um dos dois propõe o uso da camisinha.  Pode parecer constrangedor, estranho, deselegante ou qualquer adjetivo que queira dar. No final soa gentil e todos saem sem peso na consciência.  Vem o segundo, o terceiro, o quarto encontro, até que completa um mês que vocês dois estão saindo juntos e, claro, transando muito. Vem o dilema: tirar ou não tirar a camisinha? Quando isso será possível?

Bom, regras não existem para isso. Vai que na hora H um de vocês esqueceu o preservativo ou seu estoque acabou de vez. Correr para a farmácia? Seria o ideal, né?

Sim, você está lá com desejo sufocante e dizer nesse exato momento: – Deixa a camisinha pra lá, vem cá, meu bem..vamos logo….

Bom, é praticamente uma declaração de amor e, sobretudo,  de autoconfiança num parceiro que você mal conhece. Na verdade, inconscientemente o que está sendo dito é:

–  Tudo bem, eu corro esse risco contigo em nome do que sinto, em nome desse sentimento que tenho por você.

Pronto. Abriu-se o canal de “não comunicação” e a camisinha foi deixada de lado, sem exame, sem nada. Isso mesmo. Sem absolutamente nenhuma, do que seria, a verdadeira comprovação de amor. O teste de HIV.

Isso já deve ter acontecido com você ou alguém próximo, não é? Fala a verdade. Na boa, quando o tesão é latente deixamos de lado o mais importante, o cuidado com a nossa saúde. Uma colega de trabalho fez exatamente o  que todos nós deveria fazer. Só jogou a camisinha no lixo depois de dois meses de namoro, quando os dois apresentaram todos exames de DST. Isso sim é saudável e prazeroso.

Como diz o sábio Léo Jaime: “ O casal deveria era experimentar tirar a camisinha do coração”.

Lembrem:  o melhor da vida é amar, transar e gozar.

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Aline Castelo Branco – Jornalista, Educadora Sexual, pesquisadora de sexualidade do Nusex ( Unesp)

Fonte: Varela Noticias