Estudantes ocupam campus da Uefs contra medidas do governo para a educação

Estudantes ocupam campus da Uefs contra medidas do governo para a educação

Os manifestantes colocaram colchonetes na reitoria e barracas na parte externa da instituição.

111864-3

Foto: Ed Santos / Acorda Cidade

Estudantes ocuparam no último dia (1º), a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) para protestar contra a MP 746, que estabelece mudanças no ensino médio e a PEC 241, que limita o aumento de gastos públicos.

Os manifestantes colocaram colchonetes na reitoria da instituição e barracas na parte externa. O Ministério da Educação (MEC) decidiu adiar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 304 locais de provas, devido à ocupação de escolas, institutos e universidades federais. As ocupações ocorrem em diversos estados do país.

O Ministério da Educação (MEC) ainda não incluiu Feira de Santana na lista de cidades afetadas pelo adiamento do Enem, porém estão confirmadas as ocupações com adiamento da aplicação das provas no campus Feira da Universidade do Recôncavo Baiano (UFRB) e do Instituto Federal de Educação do Estado da Bahia (Ifba Feira). As provas serão reaplicadas no primeiro fim de semana de dezembro.

Veja a lista aqui

BAHIA

Feira de Santana:

Ifba Feira 

UFRB Feira

Alagoinhas

Universidade do Estado da Bahia – Campus II – Bloco B

Amargosa
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – Bloco

Barreiras
Universidade do Oeste da Bahia – Prédio 2

Cachoeira
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – Centro de Artes, Humanidades e Letras – Prédio 2

Caetité
Universidade do Estado da Bahia – Campus VI

Camaçari
Universidade do Estado da Bahia – Único

Catu
Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Baiano – Campus Catu ANtiga Escola Agrotécnica- Bloco Antigo – Pavilhão

Conceição do Coité
Universidade do Estado da Bahia – Departamento de Educação Campus XIV – Bloco único

Cruz das Almas
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – Pavilhão ! – Pavilhão de Aulas I

Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – Pavilhão II – Pavilhão de Aulas II

Guanambi
Universidade do Estado da Bahia – Campus XII – Bloco

Ilhéus
Instituto Federal da Bahia – Bloco 01

Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) – (Medicina Veterinária/Educação Física) – Pavilhão Adonias Filho – Pavilhão de Exatas – Pavilhão Jorge Amado 1 – Pavilhão Jorge Amado 2 – Pavilhão Juizado Modelo – Pavilhão Pedro Calmon 1

Itaberaba
Uneb – Universidade do Estado da Bahia – Departamento de Educação Campus XIII – Bloco 1 – Bloco 2

Itabuna
Cetep Litoral Sul II – Bloco Único
Colégio Estadual de Itabuna CEI – Bloco Único
Colégio Estadual Dona Amélia Amado – Pavilhão (2/3)
Colégio Estadual Félix Mendonça – Bloco Único
Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães – Bloco Único

Itapetinga
Instituto Federal Baiano Campus Itapetinga – Bloco (A / B / C)
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) – Bloco (A/)

Jacobina
Uneb – Departamento de Ciências Humanas Campus IV – Bloco (A)
Jequié

Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia UESB – Dalva de Oliveira – Pavilhão Josélia Navarro – Pavilhão Manoel Sarmento II

Juazeiro
Universidade do Estado da Bahia Uneb – Campus III – Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais – DCTCS – Prédio de Direito – Prédio de (Agronomia/Direito)

Paulo Afonso
Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Bahia antigo COLEPA – Bloco (1 – ALA 1 / 2 – ALA 2)

Porto Seguro
Universidade Federal do Sul da Bahia – BLOCO (A/B)

Salvador
Universidade do Estado da Bahia (Uneb) – Departamento de Ciencias da Vida – DCV – DECV II

Universidade do Estado da Bahia (Uneb) – Departamento de Ciências Exatas e da Terra – DCETI – Bloco Único

Universidade do Estado da Bahia (Uneb) – Departamento de Ciênicas Humanas – DCH – Bloco Único

Universidade do Estado da Bahia (Uneb) – Departamento de Educação – DEDC – Bloco Único

Universidade Federal da Bahia – Pavilhão de Aulas Reitor Felipe Serpa – Bloco único

Universidade Federal da Bahia – Pavilhão de Aulas da Federação V – Bloco único

Santa Maria da Vitória

Universidade Federal do Oeste da Bahia Campus Santa Maria – Bloco Único

Santo Antônio de Jesus
Universidade do Estado da Bahia – Campus V – Bloco 01
Teixeira de Freitas

Universidade Federal do Sul da Habia – Bloco 01

Valença
Universidade do Estado da Bahia – Campus XV – Prédios 01 e 02
Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Bahia – Campus Valença – Blocos F e G

Vitória da Conquista
Centro Territorial de Educação Profissional (antida Agrotécnica Sérgio de Carvalho) – Blocos 1 e 2

Instituto Federal de Educação Ciências e Tecnologia da Bahia (Antigo CEFET) – Campus de Vitória da Conquista – Blocos Alfa/Beta/IX/V

Universidade Estadual do Sudoeste da Habia – Módulo I – Uinfor – Módulo II – Ditora – Módulo III – Antônio Luís – Luizão – Módulo IV – Pedagogia

Universidade Federal da Bahia – Campus Anísio Teixeira – Bloco Único.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), os estudantes serão avisados ainda hoje (1º) por SMS que não farão a prova neste final de semana, nos dias 5 e 6. Os candidatos também serão informados posteriormente dos novos locais.

“O Inep lamenta profundamente a ansiedade que esses jovens manterão esperando mais um período para realizar a prova”, disse a presidente da autarquia, Maria Inês Fini, em entrevista coletiva. Segundo ela, os estudantes que fazem parte das ocupações têm direito a se manifestar, mas também é preciso garantir o direito de ir e vir e de ter aulas dos demais estudantes.

Segundo Maria Inês, o adiamento não prejudicará a utilização dos resultados do Enem para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e i Fundo de Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Em relação ao custo da mudança, o MEC, que havia cogitado repassar o gasto do adiamento aos responsáveis pelas ocupações, voltou atrás e informou que o governo federal deverá arcar com a alteração. O Enem custa para o governo R$ 90 para os estudantes isentos de taxa de inscrição e R$ 72 para aqueles que pagaram. O custo de cada prova adiada deverá ser de cerca de 70% desse total, uma vez que neste final de semana o MEC deixará de gastar com fiscais de prova e outras despesas.

A prova aplicada em dezembro terá o mesmo modelo e nível de dificuldade do Enem deste fim de semana, segundo o Inep, mas com questões diferentes.

Ocupações

As ocupações ocorrem em diversos estados do país. Estudantes do ensino médio, superior e educação profissional têm buscado pressionar o governo por meio de ocupações de escolas, universidades, institutos federais e outros locais. Não há um balanço nacional oficial. Segundo a União Nacional dos Estudantes (UNE), até ontem, 134 campi universitários e mais de 1 mil escolas e institutos federais estavam ocupados.

Os estudantes são contra a proposta de emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos do governo federal pelos próximos 20 anos, a chamada PEC do Teto. Estudos mostram que a medida pode reduzir os repasses para a área de educação, que, limitados por um teto geral, resultarão na necessidade de retirada de recursos de outras áreas para investimento no ensino. O governo defende a medida como um ajuste necessário em meio à crise que o país enfrenta e diz que educação e saúde não serão prejudicadas.

Os estudantes também são contrários à reforma do ensino médio, proposta pela Medida Provisória (MP) 746/2016, enviada ao Congresso. Para o governo, a proposta vai acelerar a reformulação da etapa de ensino que concentra mais reprovações e abandono de estudantes. Os alunos argumentam que a reforma deve ser debatida amplamente antes de ser implantada por MP.

O MEC estabeleceu o prazo para a desocupação até as 23h59 dessa segunda-feira (31). Os estudantes chegaram a pedir a transferência dos locais de prova, a exemplo do que foi feito pelos Tribunais Regionais Eleitorais para o segundo turno da eleição no último domingo (30).

“Foi muito volátil esse movimento. Ora [os locais] estavam ocupados, ora desocupados, mudou muito. Não há possibilidade de alocarmos o novo local de prova”, disse Maria Inês, que ressaltou que os novos locais devem ser semelhantes aos já definidos e que isso dificulta a seleção de uma nova localidade.

Segundo a presidenta do Inep, os canais de discussão do MEC e as audiências públicas no Congresso Nacional são o foro para as discussões sobre a MP do Ensino Médio.

Fonte/ Acorda Cidade