Falta de remédios para asma e demais doenças pulmonares no Hospital Octávio Mangabeira preocupa pacientes

Falta de remédios para asma e demais doenças pulmonares no Hospital Octávio Mangabeira preocupa pacientes

Remédios já estão em falta há mais de um ano

HEOM

Foto: Varela Notícias

Segundo uma das leis de Murphy, nada é tão ruim que não possa piorar. É justamente o que está acontecendo com a saúde da Bahia. Referência no tratamento de doenças respiratórias, o Hospital Especializado Octávio Mangabeira, no bairro do Pau Miúdo, em Salvador, abriga uma farmácia de alto custo bancada pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab). O local se tornou alvo de denúncias por pacientes dos programas para o Controle da Asma (ProAr) e de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), que reclamam da falta de remédios essenciais para o tratamento dessas enfermidades.

Usuários se queixam que os fármacos já estão em falta há muito tempo no estoque da farmácia, o que prejudica a reabilitação de pacientes. “Eu moro em Paripe, já vim aqui duas vezes buscar o Foraseq para tratar a asma, e eles dizem que está em falta e ficam mandando a gente ligar para saber se já chegou”, relatou o senhor Valter Viana, de 54 anos.

 

Outro paciente que preferiu não se identificar disse que, além de prejuízo a saúde, ele também sofre com o prejuízo financeiro, já que tem que viajar para buscar os medicamentos:  “Estou aguardando o remédio, venho de Serrinha pra pegar esse remédio e quando chego aqui eles dizem que está em falta, que está para chegar, mas nunca chega”.

De acordo com informações obtidas pelo Varela Notícias, medicamentos como Alenia e Foraseq para o tratamento regular da asma, e o antibiótico Colimicina, já estão em falta há pelo menos um ano. Já o Spiriva que combate a dificuldade respiratória não aparece nas prateleiras da unidade, há cerca de três meses. A informação passada é de que os fármacos não estão sendo repassados pela Sesab.

A reportagem do VN procurou a Secretaria de Saúde da Bahia para os devidos esclarecimentos. O órgão respondeu através de nota que, em relação aos medicamentos solicitados, através da Diretoria de Assistência Farmacêutica (Dasf), “está em processo de regularização dos estoques e que em até 20 dias o problema será resolvido”.

Fonte: Varela Noticias