Mães realizam nova carreata para pedir retorno das aulas presenciais em Feira de Santana

Mães realizam nova carreata para pedir retorno das aulas presenciais em Feira de Santana

As mães foram em carreata até o final da Avenida Getúlio Vargas com o intuito de que as outras pessoas vejam que há vários pais interessados na volta às aulas presenciais.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Mães favoráveis ao retorno das aulas presenciais em Feira de Santana realizaram mais uma carreata neste sábado (8). A última ocorreu no dia 22 de abril e o objetivo foi o mesmo: protestar contra o “lockdown exclusivo da educação”, como os pais estão chamando a suspensão das aulas por tempo indeterminado, uma vez que todos os outros setores de serviços já retomaram o atendimento presencial. O objetivo também é chamar a atenção da sociedade para a saúde mental de crianças e adolescentes, diante do isolamento social.

“É um período muito difícil para as crianças. A aula online não tem o aconchego da sala de aula e é muito fácil de as crianças se dispersarem. Fica difícil para eles esclarecerem as dúvidas, não têm maturidade para estarem ali fixos, vendo o que está sendo passado pelo professor. Então isso tudo dificulta o aprendizado”, justificou Tatiana Sampaio, mãe de um estudante de 12 anos.

Cecilia Rolim, mãe de duas crianças, disse ao Acorda Cidade que o grupo escolheu a véspera do Dia das Mães para realizar o protesto porque tem mais pessoas circulando no comércio. As mães foram em carreata até o final da Avenida Getúlio Vargas com o intuito de que as outras pessoas vejam que há vários pais interessados na volta às aulas presenciais.

“A gente sabe que a prefeitura não está funcionando hoje, mas o intuito real é que a gente mobilize a sociedade para ver que existe muita gente interessada no retorno. Tivemos uma audiência com a Secretária de Educação, Anaci Paim, foi muito produtiva. Ela explicou a situação sobre o que é preciso ser feito para estruturar as escolas e fazer tudo de forma com que a prefeitura consiga atender as escolas municipais no ensino híbrido, porque para as aulas presenciais a prefeitura já fez a estrutura em mais de 50% das escolas, mas é necessário que eles preparem melhor a tecnologia e já estão implantando isso. Oferecemos ajuda por meio de sugestões para que a prefeitura siga com esse intuito de voltar. O prefeito já se manifestou, disse que quer o retorno. Às famílias que não se sentem seguras não precisarão mandar seus filhos”, disse.

Tatiana Sampaio destacou que mesmo com o retorno das aulas presenciais, os pais poderão escolher se mantêm ou não apenas as aulas online para os filhos, mas acredita que há um ambiente seguro nas escolas e que, de certa forma, é preciso aprender a conviver com o coronavírus (covid-19).

“Estou segura no sentido de que o vírus está aí e a gente precisa conviver com ele. Meu filho não está numa bolha, ele está em casa, mas eu estou saindo, o pai dele está saindo, então, de certa forma ele tem contato com esse mundo externo. A sala de aula é um ambiente que a gente consegue ter um controle maior por ser um público limitado, há um distanciamento, há higienização, e por que achar que esse vírus está somente na escola? Ele tem contato comigo que vou ao supermercado, o pai que trabalha, eu trabalho, então fica difícil, a gente manter o filho numa bolha achando que só na escola ele será contaminado”, disse.

Tatiana contou ao Acorda Cidade, que precisou permitir que o filho ficasse horas a mais com jogos eletrônicos, para que ele ficasse mais tranquilo, embora considere a prática prejudicial.

Cecília Rolim enfatizou que jamais permitiria a ida de seus filhos para a escola se não acreditasse que há segurança para eles.

“Se as outras atividades foram consideradas seguras para retornarem, por que as escolas não são? As escolas estão fechadas há 418 dias, então é preciso que a gente consiga voltar com protocolos de segurança sanitária. Acho que é totalmente possível. As crianças estão sofrendo, elas sentem dificuldade de se concentrarem nas aulas online, sentem falta dos colegas e as crianças precisam da socialização, da convivência com seus pares, para se desenvolverem adequadamente. Meus filhos são tudo que tenho de mais importante pra mim e jamais os colocaria em risco se eu achasse que eles não estariam seguros num ambiente escolar seguindo os protocolos sanitários”, declarou.

As aulas presenciais estão suspensas desde o ano passado por conta da pandemia de covid-19.

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade

Com informações Acorda Cidade