Método pioneiro em 3D retira rim por canal vaginal em Feira de Santana

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A paciente precisava fazer a retirada de um rim e o procedimento foi realizado sem a necessidade da cirurgia convencional. O órgão foi retirado pelo canal vaginal com absoluto sucesso, garante a equipe médica do serviço.

Uma equipe de médicos da Unidade de Urologia, Nefrologia e Transplante do Hospital Dom Pedro de Alcântara, que funciona na Santa Casa de Misericórdia, realizou na semana passada e neste último final de semana um procedimento pioneiro: a nefrectomia através de uma laparoscopia em 3D. A paciente precisava fazer a retirada de um rim e o procedimento foi realizado sem a necessidade da cirurgia convencional. O órgão foi retirado pelo canal vaginal com absoluto sucesso, garante a equipe médica do serviço.

O médico urologista Rodrigo Mendes, que participou da primeira laparoscopia em 3D, em Feira de Santana, informou que esse procedimento já é feito de forma rotineira em vários serviços da cidade e do mundo, por ser uma técnica bem estabelecida. Ele explicou, no entanto, que fazendo uso da tecnologia 3D, ocorre um incremento da capacidade de visualização das estruturas durante o ato cirúrgico.

“Essa ferramenta, que é o aparelho laparoscópico 3 D permite ao cirurgião ter uma visão privilegiada e mais detalhada de toda cavidade abdominal, fazendo com que, dessa forma, o procedimento tenha maior precisão”, explicou Rodrigo.

O médico disse ainda que até o final da década de 80 todas as cirurgias renais eram feitas com cortes. Mas que a partir de 92, nos EUA, se realizou a primeira nefrectomia por via laparoscópica. Porém ele afirma que devido o rim ser um órgão muito grande era necessário, que mesmo depois da cirurgia se fizesse uma incisão de seis a oito centímetros para a retirada do órgão.

“A técnica transvaginal, realizada aqui neste serviço, permite que se faça o procedimento e que a extração renal seja realizada pela via vaginal, evitando-se assim cortes no abdômen da paciente, maiores do que um centímetro”, esclareceu Rodrigo Mendes.

Ainda de acordo com o médico, além da retirada do rim, já é rotina em procedimentos cirúrgicos, a retirada, por exemplo, do útero pela via transvaginal. “A urologia não tinha tido essa noção de que poderia se retirar via vaginal um rim”, afirmou.

Rodrigo Mendes também esclareceu que o procedimento tem um grau de complexidade extremo. “A escolha de uma paciente adequada que possa ser submetida a essa técnica é importante. Não são todas as pacientes que podem realizar a nefrectomia. Elas precisam passar por uma avaliação estrita e são casos isolados para a realização de tal procedimento”, diz.

A professora Cristiane Barreto, que se submeteu ao procedimento em 3D, mostrava-se satisfeita com o resultado. “Foi um ótimo trabalho, a mobilidade é melhor e a recuperação é muito mais rápida. Além disso, não senti dor no pós-operatório e não precisou de cortes”, comemorou. Ela explicou que fez a vídeolaparoscopia em 3D, pois estava com o rim esquerdo comprometido e inchado.

O equipamento laparoscópico é coreano e está sendo apresentado por uma empresa a alguns serviços de saúde do Brasil. A Unidade de Urologia, Nefrologia e Transplante foi contemplada com o equipamento para a realização do procedimento de forma experimental.
Fonte/ acorda cidade.com