Mulheres se reúnem em passeata no Centro de Salvador e pedem fim do feminicídio

Mulheres se reúnem em passeata no Centro de Salvador e pedem fim do feminicídio

Dia Internacional da Mulher é comemorado nesta sexta-feira (08)

(Foto: Varela Notícias)

 

O Dia Internacional da Mulher é comemorado nesta sexta-feira (08) e no Centro Salvador aconteceu a Parada 8m de Mulheres, em homenagem à data. Com o tema “Mulheres: vivas, livres e resistentes”, a marcha reuniu uma multidão de mulheres de todas as idades, que pediam o fim do feminicídio e a luta por direitos iguais.

Em conversa com o Varela Notícias, a secretária Estadual de Políticas para as Mulheres (SPM), Julieta Palmeira, falou sobre o movimento. “Essa marcha das mulheres celebra a luta das mulheres. É algo simbólico da luta por cidadania, por equidade de gênero, por emancipação, autonomia econômica e social. É uma luta contra o machismo, que está na raiz da violência”, afirmou.

A secretária ainda comentou sobre os casos de feminicídio e pediu fim à cultura machista. “Se a gente imaginar que quando um cara manda outro esfaquear uma mulher você não pode dizer simplesmente que ele é psicopata. As pesquisas indicam que apenas 5% dos que matam as mulheres são psicopatas e 40% são os sociopatas. Mas e os outros? É um problema de cultura, não é só de polícia. É uma cultura que promove uma visão de masculinidade ligada à violência. O homem para ser macho tem que ser violento, tem que mandar na mulher? O corpo é da mulher, mas quando ele casa ou namora o corpo é dele? É isso que a gente tem que quebrar, essa cultura machista que leva à violência”, explicou.

 

As estudantes Bruna e Maiara, que fazem parte do Movimento Popular da Juventude (MPJ) também estavam presentes na caminhada e levantaram a bandeira da força feminina. “Nós já crescemos na luta por sermos mulheres, a gente já nasce lutando. A importância dessa macha é para as mulheres saberem o poder e a força que elas têm. Porque nos fazem acreditar que somos fracas, que somos o sexo frágil, mas somos mais fortes do que qualquer pessoa”, contam.

Vivendo em Salvador há 10 anos, a professora de espanhol Patrícia, de 43 anos, foi ao evento fantasiada da pintora mexicana e símbolo feminista Frida Kahlo e pediu respeito às mulheres. “Para sair do mundo da não-forma e vir para a forma física que a gente tem, temos que passar pela vagina. As mulheres precisam desse respeito, precisam se posicionar, denunciar e enfrentar sem medo. Porque morrer, todas vamos morrer, mas não pela mão do homem”, disse.

As  informações  são  do  varela  noticias