Rui Costa lança plano para estimular doação de órgãos e realização de transplantes na Bahia

Rui Costa lança plano para estimular doação de órgãos e realização de transplantes na Bahia

Secretaria de Saúde do estado deve investir cerca de R$ 10 milhões

images

Com o objetivo de dar esperança de vida a quem precisa ser transplantado e reduzir custos do estado a médio e longo prazo, o governador Rui Costa lançou na manhã desta terça-feira (22) a Política Estadual de Transplante de Órgãos. De acordo com o secretário estadual de Saúde, Fábio Villas-Boas, nos últimos oito meses foram traçadas as metas de tirar a Bahia dos últimos lugares do ranking de transplantes no país.

Para quem não sabe, a Bahia está em último lugar no país em transplante de fígado e em penúltimo de rins, além de não realizar transplante de coração. De acordo com o secretário, 60% por cento dos rins doados na Bahia são disponibilizados para outros estados, assim como 30% dos fígados

“Queríamos eliminar todos os gargalos que impediam a alavancagem de transplantes no nosso estado. Gargalos técnicos e financeiros”, disse, estabelecendo quatro pilares para o plano: o primeiro é a Doação, cujo objetivo visa ampliar o número de doações, com programas e peças publicitárias; o segundo é a Captação, dando incentivo financeiro a equipes captadoras; o terceiro é o Transplante, também fornecendo apoio financeiro às equipes, estimulando ainda os hospitais a fazerem os transplantes.

 

“Precisamos estimular os hospitais a se tornarem referências. Hoje o hospital que realiza transplante tem prejuízo com o transplante. Precisamos incentivar”, acrescentou. O quarto pilar aponta para o pré e pós operatório. “Iremos entrevistar os familiares de todos os pacientes com morte encefálica detectada, para obter 50% de efetivação de doações. Esse número parece pequeno, mas em países desenvolvidos ele gira em torno de 60%”, finalizou.

O governador Rui Costa (PT) destacou que o investimento de pouco mais de R$ 10 milhões que será feito pela Sesab, além de dar qualidade de vida a quem precisa de transplante, acabará retornando a médio e longo prazo para o próprio estado. “Um ano de diálise equivale ao valor do transplante”, disse.

“O recurso está curto. Esse ano todos sabem o que está acontecendo. A Bahia vive o pior ano dos últimos dez de arrecadação. Mas eu sou muito otimista e venci desafios que pareciam intransponíveis”, completou.

Fonte/ varela noticias