Aumento de casos de síndromes gripais afeta a rotina das empresas

Presidente da Aliança para a Saúde Populacional destaca a necessidade de reforçar os cuidados para evitar o avanço das infecções no ambiente de trabalho, principalmente nos casos de fluorona

Nos últimos dias, o crescimento de casos de covid-19, influenza e da chamada flurona – quando gripe e covid-19 atacam ao mesmo tempo – fez com que os brasileiros estejam enfrentando também uma nova onda de problemas. As consequências vão desde os hospitais, na demora no atendimento médico porque muitos profissionais também estão doentes, até o setor aéreo, com o cancelamento de centenas de voos porque as companhias aéreas também estão com o quadro reduzido por conta dos quadros virais.

As baixas no setor de serviços e em toda a cadeia produtiva ainda não foram calculadas, mas no Brasil são milhares de funcionários afastados por síndrome gripal. Uma sondagem realizada pelo IFec-RJ (Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises) com 319 empresários do Estado do Rio detectou que 39,2% deles registraram afastamento de funcionários nos primeiros dias de 2022 por conta da covid-19. No Distrito Federal, aproximadamente 19% dos afastamentos de servidores da Secretaria de Saúde em dezembro de 2021 foi por Covid-19, gripe ou outros vírus de vias aéreas.

O médico Cláudio Tafla e presidente da Asap (Aliança para a Saúde Populacional) destaca, antes de tudo, a importância dos cuidados de prevenção, como usar máscara de proteção, fazer a higiene das mãos, usar tapetes de desinfecção e até a volta da medição de temperatura em locais com reunião de pessoas para tentar conter esse avanço das doenças entre os trabalhadores que ainda precisam desempenhar suas funções presencialmente. “São duas doenças virais muito semelhantes. Mas as atenções são as mesmas para os dois. Então o recomendado é evitar local aglomerado, se cuidar pra cuidar das outras pessoas.”, explica.

Outra preocupação é quanto a redução do período de isolamento para pessoas que testaram positivo para covid-19, o que pode mudar o período de afastamento do trabalho de profissionais infectados. O Ministério da Saúde indicou que caia de dez para cinco dias o período de isolamento indicado para pessoas assintomáticas com Covid-19 desde que apresentem teste negativo. Também há a alternativa de cumprir uma semana de quarentena, sem exame ao final. “Nesses cinco dias completamente sem sintoma, se a pessoa fez o teste e deu negativo, pode voltar ao trabalho. Se ficar sete dias em afastamento sem nenhum tipo de sintoma, pode voltar ao trabalho também”, explica Cláudio Tafla. “Mas se a pessoa tiver algum sintoma dentro dos sete dias ou tiver um teste PCR positivo, tem que esperar de 10 a 14 dias”, reforça o médico, que ainda defende que o mais eficiente é tentar manter pelo menos os sete a dez dias de isolamento total.

Dicas da Asap para ambiente de trabalho seguro

Neste momento é essencial que as empresas atuem para garantir ambientes de trabalho seguros para evitar qualquer contaminação dos funcionários. “Uma checagem muito forte com protocolos dentro nas portas – de temperatura, de equipamentos de proteção individual, checagem periódica dos pacientes em relação a carga viral, a tratamentos, controle das vacinas e não só da Covid mas toda carteira vacinal. Isso é uma barreira muito eficiente”, lembra Tafla. Outra orientação do presidente da Asap é que as empresas reforcem os cuidados básicos no dia a dia:

  • Uso de máscaras de proteção;
  • Álcool em gel em todos os lugares para utilização frequente;
  • Luvas para se servir nos locais de alimentação;
  • Evitar locais de alimentação aglomerados (dividir horários, fazer processo de esterilização a cada tempo, fragmentar o contato dos usuários do espaço).

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Créditos desta matéria – noticias.r7.com/

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