Servidores do Banco Central retomam nesta terça greve por reajuste e reestruturação

Sede do Banco Central, em Brasília

Sede do Banco Central, em Brasília
EBC/Divulgação

Os servidores do Banco Central do Brasil retomam nesta terça-feira (3), por tempo indeterminado, a greve que havia sido suspensa em 19 de abril. A categoria quer 27% de aumento salarial e reestruturação da carreira. A proposta do governo foi de reajuste de 5%.

A retomada da paralisação ocorreu após assembleia deliberativa do Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central) realizada na última sexta-feira (29). O movimento foi iniciado em 1º de abril. A suspensão foi decidida depois que a categoria anunciou que daria um “voto de confiança” à direção do BC.

Na ocasião, o presidente do banco, Roberto Campos Neto, prometeu a implementação de dois pontos da pauta não salarial dos servidores e se comprometeu a conseguir uma reunião com o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, ainda em abril, para avançar nas negociações.

Durante a trégua do movimento, o sindicato informou que apresentou uma contraproposta abrindo mão do reajuste no primeiro semestre de 2022. O presidente do Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central), Fábio Faiad, disse que o governo não quis abrir uma mesa de negociação. “Nós não queremos impor a pauta, não queremos ‘tudo ou nada’. A gente queria negociar. Se o governo tivesse aberto a mesa de negociação, talvez nem a greve tivesse acontecido.”

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto Marcello Casal Jr / Agência Brasil fev/ 2020

Segundo o dirigente sindical, a categoria entende que essa mesa de negociação “é um caminho que ainda pode ser aberto”. “Pode facilitar as discussões, e a gente defende isso para que formalmente ache saídas para equilibrar o interesse do servidor, as dificuldades do governo, as boas questões da gestão pública e o interesse maior, que é o da sociedade brasileira.”

Um ato presencial dos trabalhadores está previsto para esta quarta-feira (4), às 17h, em frente à sede do Banco Central, em Brasília. Faiad informou que a categoria negocia com a direção do BC o percentual mínimo de servidores que estarão na ativa durante a paralisação.

 

 

 

 

 

 

Nós não queremos impor a pauta, não queremos ‘tudo ou nada’. A gente queria negociar. Se o governo tivesse aberto a mesa de negociação, talvez nem a greve tivesse acontecido

Fábio Faiad, presidente do Sinal

 

 

 

 

 

 

 

 

“Serviços como o PIX, que é para sociedade brasileira, não vão ser interrompidos. O atendimento ao sistema financeiro vai ficar prejudicado. Informações, divulgação de taxas, realização de alguns eventos coligados ao sistema financeiro e algumas prestações de informações vão ficar prejudicados”, diz Faiad.

O R7 procurou o Banco Central para comentar o assunto, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. O espaço permanece disponível para que a instituição se manifeste.

Os servidores do BC iniciaram a movimentação para pleitear reajuste no fim do ano passado. Na oportunidade, o presidente Jair Bolsonaro prometeu aumentos para policiais federais e rodoviários federais.

Créditos desta matéria – noticias.r7.com/

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