Capim Grosso: Delegado volta a falar sobre a morte de Edivan de Lima Silva, mas diz que só poderá se pronunciar oficialmente após conclusão dos laudos. Direitos Humanos da OAB acompanha o caso

 Capim Grosso: Delegado volta a falar sobre a morte de Edivan de Lima Silva, mas diz que só poderá se pronunciar oficialmente após conclusão dos laudos. Direitos Humanos da OAB acompanha o caso

 

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O delegado de polícia de Capim Grosso, Dr. Humberto Marino, voltou a falar por volta das 17h desta segunda-feira, 09 de Janeiro, com o REPÓRTERBAHIA.COM, sobre a morte do adolescente Edivan de Lima Silva, 14 anos, que morreu ao chegar a UPA 24h, no Bairro Novo Oeste, em Capim Grosso, na madrugada do dia 01 de Janeiro, conforme relatos aqui no REPÓRTERBAHIA.COM, a nova marca do jornalismo da Bahia.

O fato que causou grande repercussão na cidade através das redes sociais, imprensa, com extensão para toda a região, traz uma família revoltada e apontando para a GM – Guarda Municipal – através de três prepostos que de acordo com o delegado Dr. Humberto Marino, acompanharam o adolescente até a UPA 24h.

Nas primeiras informações passadas pelo delegado de polícia ao REPÓRTERBAHIA, foi informado que além do exame cadavérico solicitado na UPA 24h, a autoridade policial solicitou ainda exames taxológicos através de exames de sangue, tendo como objetivo dirimir todas as dúvidas em torno da morte do adolescente.

A situação se agravou por conta da divulgação de fotos e vídeo por parte da família, no dia do sepultamento do adolescente aumentando ainda mais a intriga de pessoas de que Edivan teria sido agredido, mas para o delegado todas as citações precisam ser analisadas com muita precisão pela polícia para não incriminar quem quer seja sem as provas devidas e naquele momento o delegado pedia calma por parte da população e da família, que segundo informações do delegado chegou praticar danos ao bem público, situação essa que será encaminhada para a justiça em relatos separados do inquérito policial.

Em busca de mais informações, por volta das 17h, desta segunda-feira, 09 de Janeiro, um novo contato foi mantido com o delegado Dr. Humberto Marino, que informou em primeira mão ao REPÓRTERBAHIA.COM, que já foram ouvidas testemunhas, membros do Conselho Tutelar e os guardas que estavam de serviço, os quais teriam acompanhado o adolescente até a UPA 24h, mas para a polícia se pronunciar oficialmente falta ainda o resultado do laudo cadavérico, bem como os laudos toxicológicos, bem como os exames de sangue solicitados pelo delegado, exames que estão sendo feitos em Salvador e ainda não ficaram prontos. Quanto ao laudo cadavérico, o delegado informou que deverá ficar pronto ainda esta semana.

O delegado informou ainda que além de Dona Maria Creuza, que teria sido agredida pelo adolescente na Praça da Prefeitura, também será ouvida a filha de dona Maria. “O inquérito policial está praticamente concluído, mas não posso me pronunciar ainda oficialmente porque não disponho dos resultados dos laudos solicitados”, frisou o delegado.

Dr. Humberto Marino, informou que uma comissão de direitos humanos da OAB – Ordem dos Advogados da Bahia – também acompanha o caso, diante da grande repercussão dada ao caso em toda a cidade.

O delegado dispõe de 30 dias, com direito a mais 30 dias, caso seja necessário para concluir o inquérito. “O adolescente morreu dia 01 de Janeiro, hoje ainda é dia 09 e o inquérito está praticamente pronto, precisando ainda dos laudos”, salientou o delegado que mais uma vez pede a compreensão da população, no intuito de realizar um trabalho com toda transparência possível na certeza de que todas as dúvidas serão elucidadas em torno da morte do adolescente.

Quantos as fotos divulgadas pela família, bem como o vídeo, o delegado informou que só teve acesso às imagens através de publicações e alerta: “Entendemos o comportamento da família, mas esse tipo de atitude vai de encontro aos princípios legais”, salientou o delegado, que é proibido por lei divulgar fotos e imagens de pessoas mortas. E disse mais: “O jovem que morreu nas águas de Pedras Altas o ano passado, que a principio poderia ter sido um crime, o laudo cadavérico apontou afogamento, por isso todo cuidado com as divulgações e citações em torno desse e de qualquer outro caso dessa natureza”, frisou o delegado que diz estar à disposição da população para esclarecimentos sobre todo o trabalho realizado pela polícia civil de Capim Grosso.

Texto: Arnaldo Silva/foto: Divulgação rede sociais.

Fonte/ REPÓRTERBAHIA