Vereador Nanal diz que empréstimo de três milhões para equipamentos de limpeza pública deixara dívida para outras gestões

Nesta quinta-feira, 27, o vereador Nanal Vilas Boas participou de entrevista na rádio Contorno FM e se manifestou contra o projeto de autoria do Poder Executivo que pede empréstimo de três milhões de reais destinados a compra de equipamentos para operação da limpeza pública. “Quando o município tiver os equipamentos em mãos e mediante vencimento do contrato da empresa atuante, passaria a atuar por conta própria”, explicou. Nanal disse que acompanhou nos anos 90 a prefeitura executar esse mesmo serviço, mesmo assim, não se compara a qualidade do serviços de hoje, “isso vai depender de gestão para gestão e empresa para a empresa”, comentou. “No Brasil, quando um serviço é terceirizado e o exemplo disso é a Coelba, apesar dos defeitos não se compara a qualidade de hoje com antigamente, quando faltava energia 06 horas só ia chegar no outro dia”, comparou.  “Não quero comparar a gestão de hoje com a de antigamente, as ruas eram muito sujas e as empresas que operam hoje faz um trabalho muito bom, peca na questão de entulhos, mas ai tem outros tramites que talvez tenham dificuldades, mas a Servicom tem prestado um bom serviço, o que está em jogo é o empréstimo, mais dívida e protelar para anos futuros”, continuou. Disse que na teoria o projeto é bonito, mas, não apresentou as dificuldades, o município vai pegar três milhões e vai comprar máquinas, porém, não fala quando esse maquinário vai entrar em depreciação e aumentar o custo de manutenção, ou seja, o projeto só se torna gloria para a gestão atual,  o ônus não vai ficar apenas para essa gestão, vai ficar para outras, além disso, se questiona que o município vem pagando dívidas do INSS, Embasa, Coelba e começou a pagar conforme contrato no mês de março, o calçamento do Planaltino”, ressaltou.

Segundo ele é preciso limitar o endividamento, pois a administração vai precisar ter dinheiro em caixa na receita liquida para poder operar a gestão pública, “por isso não vejo no momento como urgência, que poderia mostrar credibilidade da administração no cumprimento ao empréstimo, sem que vamos ter lucro”. Lembrou que nos anos 90 os veículos logo depois de algum tempo foram leiloados porque estavam criando mais gastos, quebravam continuamente, em um tempo em que passaram a operar através de terceirização, “como o país usa o sistema e de uma hora pra outra se contrai três milhões de reais para comprar equipamento sem uma ampla discussão para que os vereadores e populares questionem aquilo que vem a ser empecilhos?”, interrogou. O parecer do projeto foi votado e aprovado e o vereador votou contra, junto à oposição. 

Ainda comentou sobre outro projeto, o de nº 240, “é assinar um cheque em branco para o gestor, “concursos públicos não vão existir no município daqui para frente, a qualidade da mão de obra vai cair”, afirmou. A preocupação do edil é a saída dos direitos dos servidores públicos do serviço estatutário da lei e passar para lei celetista, vai acrescentar mais ainda o gasto do município com a mão de obra. Propõe operar a mão de obra de acordo ao entendimento do Executivo que já foi aprovado e sancionado e publicado. “Tira a estabilidade do servidor, o Plano de Cargos e Salário fica inútil, enfraquece o sindicato e deixa o servidor vulnerável em seus direitos conquistados.  “O sonho de muitos jovens de Capim Grosso é fazer faculdade e conseguir um emprego público, o que vai ocorrer é que o cidadão qualificado com nível superior pode ficar de fora para o cidadão que não concluiu nem o primeiro grau, pois o que vai depender é da preferência da empresa e que ilegalmente vai acontecer por indicação, se torna um projeto político eleitoreiro e não um qualitativo do bem estar e desenvolvimento do serviço público de Capim Grosso”, adiantou. Quando se tem uma lei não é só para fazer cumprir o atual gestor e também o futuro do município, toda lei precisa de cuidado não apenas com o atual, talvez o de agora tenha boas intenções, mas e os futuros gestores?  O que eu temo é a cultura irresponsável que prefeitos porque vale mais o jogo da politicagem do que propriamente a qualificação do serviços público, porque o cidadão paga seus imposto e precisa de um serviço público de melhor qualidade.  O momento não é de se criar mais dividas e a lei de responsabilidade diz que há um limite de endividamento e nós não podemos nos limitar, tem que deixar folgado para chegar nas futuras gerações. São três milhões em cima de outros milhões que o município está pagando, e ainda tem mais 10 anos pela frente. O gestor está fazendo uma coisa pensando em 31 de dezembro de 2024 e acredito que Capim Grosso vai continuar vivendo à partir de 2025, 30, 40, 50 e assim por diante”, concluiu.

Rádio Contorno FM

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